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18/12/2011
O que fazer se tem o colesterol alto?

O colesterol é fundamental para garantir a vida. O corpo precisa dele para produzir hormônios sexuais, bile, vitamina D, membranas celulares e bainhas dos nervos. O fígado produz aproximadamente um grama de colesterol por dia, que é a quantidade suficiente de que o corpo necessita.

Muitos fatores como exercícios físicos, predisposição genética, sexo e outros componentes da alimentação influenciam o modo como o corpo humano processa o colesterol. Algumas pessoas podem consumir grandes quantidades e ainda assim conseguem manter os níveis de colesterol no sangue, enquanto outras ingerem muito pouco, mas apresentam alto teor de colesterol no sangue. Para verificar os níveis de colesterol no sangue, o médico primeiramente mede a quantidade total existente em um decilitro de sangue, sendo aceitável qualquer quantidade abaixo de 200 miligramas por decilitro.

Os órgãos de saúde recomendam mudanças nos hábitos alimentares de pessoas que têm um colesterol total acima de 200 mg. A redução no consumo de gorduras saturadas é o método mais eficaz. Uma dieta que restringe o consumo de gorduras a 20%, ou menos, do total de calorias e que limita as gorduras saturadas a 7%, ou menos, pode baixar o total de colesterol no sangue em cerca de 14%. Seu médico solicitou um exame e você descobriu que seu colesterol está mais alto do que devia? Bem, a notícia ruim é que você vai ter um baita trabalho para reeducar seus hábitos alimentares. A boa, é que isso não é tão difícil quanto parece para a maioria das pessoas.

Antes de mais nada, é preciso entender o que é o colesterol. Podemos dizer, em termos populares que o colesterol é a "gordura" presente no sangue. É muito importante para o funcionamento do organismo. Mas, como as demais coisas no mundo, torna-se nocivo em excesso.

Você provavelmente já deve ter ouvido falar de colesterol bom e de ruim. Tratam-se do HDL e do LDL, respectivamente. Cerca de 70% do colesterol presente em nosso corpo é produzido pelo fígado e encontra-se em sua maioria na bílis. O HDL é de alta densidade enquanto o LDL, possui densidade baixa. É aí que a diferença é crucial: o colesterol bom não é absorvido pelas células, e ainda ajuda a retirar o excesso do mesmo. Já o LDL surte o efeito inverso, sendo extremamente perigoso.

Quem quer diminuir o colesterol deve ficar longe de alimentos gordurosos. É bom evitar alimentos como frutos do mar, carnes gordurosas (sobretudo carne vermelha, miúdos e nada de embutidos como mortadela, presunto, salsicha ou similares).

Dentre os laticínios, troque o leite e o iogurte integrais por seus correspondentes desnatados. O queijo branco também deve substituir os queijos cremosos e amarelos.

Medidas
Exercitar-se regularmente, emagrecer e controlar o nível de estresse são medidas que podem reduzir o colesterol.
Durante os anos reprodutivos, as mulheres não desenvolvem doenças coronarianas devido ao estrogênio. Novas pesquisas indicam que a reposição hormonal pós-menopausa estende essa proteção até a velhice.
O consumo moderado de álcool - definido como 30g por dia para mulheres e 60g para homens, reduz o risco de ataques cardíacos.
Se as mudanças na alimentação e estilo de vida não conseguirem reduzir o colesterol no sangue, deve-se recorrer à prescrição de medicamentos.

Alimentos que podem elevar o colesterol
Margarina e manteiga vegetal, ricos em gorduras saturadas e ácidos graxos.
Carnes ricas em gordura, como bife, bisteca de porco ou carneiro, hambúrgueres, bacon, salsicha, salame e outros frios.
Biscoitos, bolos, massas folhadas e chocolates, principalmente os preparados à base de óleo de coco ou de palma.
Laticínios como o queijo, o creme de leite e a manteiga, ricos em gorduras saturadas.

Alimentos que podem auxiliar na redução do colesterol
Pão integral, pão de centeio e pães e bolos de grãos variados.
Frutas como laranjas, maçãs, peras, bananas e frutas secas como damascos, figos e ameixas.
Flocos de aveia e compostos de cereais que contenham farelo de aveia ou de arroz, assim como tofu e outros derivados da soja.
Vegetais como cebola, alho, milho, vários tipos de feijão e outras leguminosas.

Seguir essas dicas pode ajudar muito. Mas somente o seu médico e/ou nutricionista são capazes de avaliar com precisão o que é melhor para você. Visite-os antes de começar qualquer dieta.

Veja mais sobre o assunto em nossas colunas de Nutrição com Dra. Rosana Farah, Por Dentro do Alimento com a Nutricionista Nicole Valente e Pediatria com Dr. Mauro Fisberg





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