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13/01/2012
O que é e como prevenir o HPV?

Muito se ouve falar sobre ele, mas o que realmente é o HPV? Para quem não sabe o HPV é o Papiloma Vírus Humano, trata-se de um vírus que infecta pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações diferentes. Algumas das suas variações estão associadas a lesões macroscópicas, tais como verrugas genitais, mas outros tipos provocam lesões visualizadas apenas em exames específicos e, sem tratamento, crescem silenciosamente podendo evoluir até ao câncer do colo uterino.

O HPV é um vírus de transmissão sexual fundamentalmente, sendo considerado uma D.S.T (Doença Sexualmente Transmissível).

Trata-se de um vírus extremamente contagioso, tanto em homens como em mulheres, mas que provoca doença mais comumente no gênero feminino.

Pode-se suspeitar de infecção por HPV na presença de verrugas, únicas ou múltiplas, com tamanho e forma variados, na região genital e perianal. Esta é uma manifestação clínica dos subtipos virais associados a lesões benignas. As pacientes sentem-se bastante incomodadas com o aparecimento destas lesões e rapidamente procuram atendimento médico.

No entanto, as lesões que mais preocupam os ginecologistas são aquelas internas, que não são vistas pelas pacientes e que geralmente estão associadas aos subtipos virais com potencial maligno. Nestes casos, sem os exames ginecológicos de rotina a doença pode evoluir por muito tempo sem o diagnóstico, que pode ser feito tarde de mais, afirma a ginecologista Dra. Denise Gomes.

Para o diagnóstico da doença bem como sua classificação realiza-se exames como o Papanicolau, Captura Híbrida, Colposcopia, Vulvoscopia e Biópsias Dirigidas. Cada qual tem a sua indicação, que será bem avaliada pelo médico.

Uma rotina básica deve começar com o exame de Papanicolau, e este deve ser realizado anualmente nas mulheres sexualmente ativas.

Nos homens, o diagnóstico é muito menos realizado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado e não é rotina para eles realizar exames genitais quando assintomáticos. Recomenda-se que caso a parceira apresente HPV, o homem procure um urologista e pesquise a doença.

“Apesar de não considerarmos a cura do HPV, as lesões provocadas por ele podem ser tratadas”, afirma a Dra. Denise Gomes. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos tópicos ou por outros métodos como cauterização química, eletrocauterização, crioterapia e laser. A indicação vai depender de cada caso, do grau da infecção, dos tipos das lesões. No caso de câncer instalado, a primeira opção é pela cirurgia.


A melhor maneira de combater o HPV é prevenindo o contágio sexual com o vírus, pelo uso de preservativos feminino ou masculino. Desta maneira evita-se não só o HPV, mas todas as outras D.S.T.s. Pessoas que mantêm uma vida sexual mais aberta, com parceiros variados e sem cuidado estão sempre mais propensas ao contágio de D.S.T.s. Estas deveriam redobrar os cuidados.

Já está disponível no mercado vacinas para prevenir a contaminação pelo HPV. Elas são compostas por partículas semelhantes ao vírus, mas não são infecciosas. As vacinas protegem contra os subtipos virais mais frequentes e estão mais indicadas para jovens antes de iniciarem suas vidas sexuais. Não exclui a necessidade dos exames preventivos e tampouco vai curar as mulheres já infectadas, embora possa evitar a infecção por um tipo diferente do vírus e reduzir as recidivas pela doença. O uso das vacinas só deve ocorrer por indicação médica.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão







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