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04/03/2012
Cigarro atrapalha o sexo!

A mídia está enganada. A clássica cena cinematográfica em que o ator ou atriz sentem prazer ao fumar após a relação sexual não tem fundamento na medicina.

As pesquisas são conflitantes, mas todas elas concordam em um ponto: o tabagismo faz mal para a prática do sexo e a fertilidade.

O ponto polêmico gira em torno de o cigarro ser ou não a causa direta de distúrbios sexuais.

Nos EUA, um estudo de um Instituto de Andrologia, revelou que o prejuízo pode ser de forma direta. Durante o ato sexual a qualidade da relação dos fumantes é pior do que em indivíduos que não fumam. E a capacidade de concepção também é menor. A conclusão da pesquisa é de que fumar diminui o desejo sexual dos homens. E diante da ausência de desejo, diminui a frequência, inclusive, com episódios de impotência.

Mas alguns investigadores acreditam que os resultados ainda são prematuros, e dizem que isso está comprovado apenas em indivíduos hipertensos ou diabéticos. Alguns andrologistas afirmam que com relação à impotência, por exemplo, o cigarro afeta o pênis de forma indireta.

Qualidade

Os médicos informaram que os efeitos do cigarro atingem primeiro as artérias do corpo, onde causam obstruções na microcirculação, atingindo e entupindo os vasos sanguíneos que levam o sangue para os cavidades cavernosas, ou seja, a estrutura erétil do pênis.

Em pacientes que têm enfisema pulmonar, por exemplo, que não conseguem ter uma respiração normal, o corpo se encarrega de suprir a falta de oxigênio com a elevação da taxa de hemoglobina, o que pode provocar problemas circulatórios e, indiretamente, causar distúrbios na ereção.

Uma pesquisa realizada em ratos há quinze anos constatou que os animais ficaram com a atividade sexual prejudicada quando expostos à fumaça do cigarro.

O vício do cigarro pode causar a deterioração da qualidade do esperma, segundo esta pesquisa realizada por este instituto americano revelou que a qualidade do espermatozoide de não-fumantes é superior ao de fumantes.

Foi testada a qualidade do esperma e do plasma seminal (um líquido nutriente encontrado no sêmen) de 40 homens com uma média de idade de 32 anos. A metade deles nunca tinha fumado e a outra consumia, em média, 42 cigarros por dia, nos últimos três anos. Segundo os pesquisadores, a diferença de qualidade encontrada entre os dois tipos foi significativa.

Em outra questão da pesquisa, os casais fumantes e não-fumantes foram indagados sobre o grau de satisfação na relação sexual. Os não-fumantes, tiveram média de 8,7, enquanto que os fumantes qualificaram o sexo em 5,2, na média. Apesar de os números mostrarem que o cigarro afeta o desempenho sexual, cientistas ainda não descobriram como o cigarro produz essa deficiência no organismo. Segundo eles, a resposta talvez esteja na área endócrina ou neuroendócrina.

Troque o vício do cigarro pela musculação



Praticar atividade física é aconselhável a qualquer pessoa, independente sua idade. Já para quem tem algum tipo de vício como a bebida, cigarros entre outros que são prejudiciais à saúde, a prática de exercícios é fundamental.

Segundo estudo realizado nos Estados Unidos foi concluído que a prática de atividade física como a musculação, ajuda os fumantes a abandonarem o cigarro. Ainda a pesquisa, três meses de musculação é o ideal para surtir o efeito.

Segundo Leonardo Nestal, gerente da Acqua academia, este é um exemplo que houve na Acqua, onde dois alunos que eram fumantes começaram a treinar e em três meses pararam de fumar e hoje estão fisicamente melhores.

“Aqui na Acqua temos dois exemplos disso, uma aluna e um aluno que eram fumantes ativos, entraram aqui com a ideia de melhorar sua saúde e tentar abandonar o vício. Em três meses de treino, eles largaram o cigarro e melhoraram seus corpos, fora que a saúde deles agradece”, conta.

Na pesquisa realizada, os fumantes que toparam a ideia receberam um programa de treinamento por 12 semanas. O resultado foi um sucesso e, além disso, evitaram o aumento de peso e perderam gordura corporal. Troque já seu vício pela musculação!


Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Urologia e Saúde com Dr. Antonio Otero Gil






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