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18/03/2012
Dormir mal faz mal para o coração

Dormir bem é algo tão importante que a Organização Mundial de Saúde criou o Dia Mundial do Sono, que aconteceu na última sexta-feira (16). Seja por causa do trabalho, do estudo ou da balada, ou por motivo de doenças e distúrbios, como a apneia do sono, o fato é que milhões de pessoas não dormem o quanto deveriam e, pior ainda, nem têm a qualidade de sono que necessitam para recarregar as baterias da saúde. O Laboratório do Sono é uma das referências mundiais em estudos sobre o impacto dos distúrbios do sono sobre o sistema cardiovascular e, sim, eles concluem que a má qualidade das horas dormidas é um fator de risco importante para doenças do coração, cérebro e sistema vascular como um todo.

Estudo feito pelo Laboratório do Sono em colaboração com o Grupo de Hipertensão do Incor constatou que apenas cinco noites de privação de sono (com uma média de 4 horas e meia por noite) já são suficientes para, além de afetar o humor e disposição em geral, aumentar a atividade simpática, prejudicar o funcionamento dos vasos sanguíneos e, de modo geral, alterar a saúde cardíaca. Segundo o Dr. Geraldo Lorenzi Filho, pneumologista e diretor do Laboratório, os jovens são as principais vítimas da privação de sono, uma vez que a divisão entre trabalho, estudo e lazer não deixa muito espaço para o descanso.

Atualmente, a medicina já identificou 80 distúrbios do sono, entre os quais se destacam aqueles relacionados à quantidade e à qualidade do repouso. Dois desses distúrbios merecem especial atenção: a apneia obstrutiva do sono e a privação do sono, males que acometem a sociedade moderna de modo bastante notável.

Com relação aos distúrbios associados à qualidade do sono, a apneia certamente é um dos mais graves. Estima-se que 30% da população de São Paulo tenham apneia obstrutiva do sono, que, além de causar os clássicos roncos e paradas momentâneas da respiração, também está associada a uma maior incidência de problemas cardiovasculares.

O médico explica que indivíduos que sofrem de apneia têm a qualidade de seu sono bastante comprometida, uma vez que a oxigenação do organismo é interrompida temporariamente centenas de vezes por noite. Além da garganta estreita e obstrução nasal, as características que levam à apneia são bastante parecidas com os fatores de risco cardíacos: obesidade, diabetes e hipertensão.

Estudos do Laboratório do Sono do Incor demonstram a relação da apneia obstrutiva com doenças graves como aterosclerose e hipertensão. Em um estudo publicado em 2011 na revista científica Chest – Official Publication of the American College of Chest Physicians e desenvolvido com a colaboração do Prof. Lorenzi e do Dr. Luciano Drager, membro da Unidade Clínica de Hipertensão do Incor, a relação entre apneia e aterosclerose (inflamação crônica e fechamento das artérias) é aprofundada.

Embora os fatores agravantes da aterosclerose estejam principalmente relacionados à hipertensão e diabetes, a apneia pode ser considerada um fator secundário da doença, uma vez que agrava a pressão alta. O índice de apneia em pacientes diabéticos, obesos e hipertensos é altíssimo, chegando a 50%.

Outro estudo, também desenvolvido com a colaboração de especialistas do Incor e publicado no periódico Hypertension – Journal of the American Heart Association, elege a apneia obstrutiva do sono como a causa secundária mais comum de hipertensão associada à hipertensão resistente.

UMA TÉCNICA SIMPLES PARA TRATAR A APNEIA

O Laboratório do Sono é líder brasileiro no estudo da relação entre a apneia e problemas cardíacos. Desenvolvida pelo Incor, uma técnica de fortalecimento dos músculos da garganta que diminui consideravelmente a intensidade da doença em pacientes com apneia leve a moderada já se tornou um clássico da literatura médica). Os exercícios permitem que o paciente fortifique os músculos da garganta, o que diminui a intensidade dos episódios de apneia e, consequentemente, melhora a qualidade do sono.

Embora os distúrbios do sono ainda recebam muito menos atenção do que deveriam, o Dr. Lorenzi detecta um progressivo reconhecimento por parte da comunidade médica da importância da questão. Sistematicamente ignorados por décadas, problemas como apneia e privação do sono vêm sendo cada vez mais levados em conta na hora de analisar a condição geral de saúde dos pacientes. Por isso, a campanha promovida pelo Incor serve de alerta tanto para a população quanto para os profissionais da saúde: em se tratando do sono, estamos avançando, mas ainda temos muito a percorrer.

Veja mais sobre o assunto em:
1) A importância do sono na qualidade de vida
2) Previna-se do ronco
3) Durma bem

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de O Poder dos Sonhos com Vania Anima





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