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18/05/2012
Por que as endorfinas dão a sensação de bem estar?

O corredor já está com a língua de fora, mas se esforça, acelera, exagera, tenta ir além de seus limites. Nesse instante, uma sensação de euforia o invade. É o chamado “vício” da corrida, o famoso runner’s high, em inglês. No dia seguinte, ele quer correr mais. Está viciado em exercício. A teoria de que o esforço físico provoca a liberação de endorfina, uma substância química com propriedades analgésicas e entorpecentes, é há anos o argumento preferido dos esportistas para justificar a paixão pela atividade física. A tese era perfeita até que um grupo de cientistas americanos resolveu desmenti-la. Alguns pesquisadores dizem que a suposta inundação de endorfina no cérebro não tem evidência científica. Outros duvidam até que o “vício” da corrida exista.

As endorfinas, substâncias com propriedades parecidas com a morfina produzidas pelo organismo em situações de grande stress ou dor, foram descobertas na década de 70, mesma época em que a corrida se popularizava. Como os níveis da endorfina aumentam no sangue durante a corrida, a sensação de bem-estar relatada por alguns atletas foi logo atribuída a ela. O problema é que a maior concentração da substância tem pouco significado ou, pelo menos, os cientistas ainda não sabem o que isso acarreta. O prazer só viria, em tese, se a endorfina aumentasse também no sistema nervoso central. Mas ela não passa do sangue para o cérebro, no qual a medição durante a execução do esforço físico é muito difícil.

Como há pessoas que se tornam dependentes de exercícios físicos e existe uma semelhança do que relatam com a ação dos opiáceos, como a morfina, foi feita a relação com a endorfina. Um pequeno grupo de esportistas, de fato, apresenta características do vício em relação ao exercício — como necessidade de aumentar sempre a dosagem para atingir o prazer, a dependência e a ânsia de praticá-lo —, e experimentos com ratos comprovaram que a atividade física pode provocar dependência. O desafio da ciência é entender o que ocorre bioquimicamente. Os cientistas já sabem que a endorfina não é o elemento fundamental nesse processo. Talvez seja um coquetel de substâncias, uma mistura “secreta”. Pelo menos, o exercício pode viciar, mas a endorfina não é a principal causa da dependência.

Veja mais sobre HORMÔNIOS na coluna de Profa. Priscilla de Arruda Camargo


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Dicas de Atividade Física com José Carlos Altieri
Qualidade de Vida com Priscilla de Arruda Camargo
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Endocrinologia e Saúde com Dr. Filippo Pedrinola
Corrida, com Emerson Vilela






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