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25/05/2012
Meu marido tem colesterol elevado. Como ajudar?

Que esposa nunca passou pela situação de ter de agendar consulta médica para o marido? No passado, este era um problema muito mais frequente do que nos dias atuais. Segundo Marcelo Bertolami, cardiologista e diretor científico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, atualmente, a frequência e o número de pacientes homens têm aumentado nos consultórios e ambulatórios médicos. “Verificamos que os homens estão se preocupando tanto quanto as mulheres no que refere aos cuidados com a saúde. Muitos desses pacientes comparecem às consultas regularmente e conseguem seguir as orientações em longo prazo, sem o acompanhamento e vigilância da parceira”, diz.

Entretanto, ainda existem resquícios de uma época em que, para marcar uma ida ao médico – para check-ups ou para tratar algum problema de saúde que esteja afetando as atividades diárias, como uma dor em alguma parte de corpo, por exemplo, só à base de muita insistência feminina. O problema é que existem doenças que são silenciosas e, se as pessoas não prestarem atenção à própria saúde, a prevenção de doenças graves fica comprometida.

O colesterol elevado é uma dessas doenças que não provoca sintomas e é um fator de risco para as doenças cardiovasculares. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde1 indicam que essas doenças são responsáveis por 33% dos óbitos no Brasil, o que representa 350 mil mortes por ano, cerca de mil por dia. “Por isso é importante que todas as pessoas, independente do gênero, tenham seus exames de sangue em dia, pois somente com ele o médico consegue verificar se há alterações nos níveis de colesterol”, orienta Bertolami.

Reduzir as taxas do colesterol envolve, em primeiro lugar, uma mudança de hábitos que pode encontrar alguma resistência por parte dos homens. Alimentação balanceada e atividades físicas precisam ser incluídas no cotidiano daqueles que estão tratando o colesterol elevado. “É uma grande mudança, mas não é algo impossível de ser feito”, explica o especialista. “O paciente passa a ter uma dieta um pouco mais restrita, optando por carnes mais magras, evitando alimentos amanteigados, embutidos (salsicha, linguiça, salame, presunto, mortadela), doces cremosos, creme de leite, queijos amarelos, peles de aves, vísceras; e substituindo frituras por assados, molhos calóricos pelas suas versões light, leite e iogurtes integrais por desnatados e a manteiga pela margarina”. São substituições mais saudáveis que podem ser adaptadas tranquilamente na rotina.

Em muitos casos, se faz necessário partir para o tratamento medicamentoso no combate ao aumento do colesterol ruim (o LDL). Segundo Bertolami, o principal grupo de medicamentos é o das estatinas, que agem diminuindo a fabricação do colesterol pelo próprio organismo. “Evidências mostram que o tratamento a longo prazo com essa substância traz muitos benefícios, como a diminuição da doença cardiovascular de origem aterosclerótica, como o infarto, morte súbita e acidente vascular cerebral isquêmico, conhecido como derrame cerebral”, diz o cardiologista, ressaltando que são os que mais causam óbitos.

Muito do mais do que reduzir o colesterol, as estatinas também auxiliam pessoas que possuem outras doenças cardiovasculares, como a angina. Entre as opções de tratamento à base dessa substância está o Lípitor (atorvastatina), que é a estatina com o maior número de evidências científicas que comprovam seus efeitos na redução significativa do risco de eventos cardiovasculares.

Seja qual for a terapia indicada pelo médico, a parceria do casal é essencial para o sucesso do tratamento. No caso do marido que estiver mais resistente em seguir a dieta, com as atividades físicas e com o tratamento medicamentoso, o apoio e incentivo da esposa é fundamental para que esta fase de adaptação a uma nova realidade se torne mais fácil de ser superada. “Compartilhar as consultas e as informações a dois é uma forte arma para uma vida a dois mais saudável e com mais qualidade. Só é preciso tomar cuidado com o excesso de cuidados, como ‘pegar muito no pé’, por exemplo, a fim de que não surjam desavenças que não são positivas e podem comprometer o bem-estar do paciente”, orienta.

1. Baseados em estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2010.





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