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23/08/2012
Pediatra explica a importância de cada vacina

Ministério da Saúde está promovendo desde sábado, campanha para colocar a vacinação em dia

O pediatra Paulo Taufi Maluf Júnior, do Sírio-Libanês e do Instituto da Criança do HC, enfatiza que as doses são contra mais de 15 doenças. Começou no sábado (18) e segue até o dia 24 de agosto a campanha do Ministério da Saúde para atualizar a caderneta de vacinação. As crianças menores de cinco anos devem ser levadas aos postos de saúde, onde estarão disponíveis todas as doses do calendário básico infantil. A novidade é a inclusão da pentavalente e da Vacina Inativada Poliomielite (VOP).

A pentavalente reúne em uma única aplicação a tetravalente (que protege contra a difteria, o tétano, a coqueluche e a meningite) e a dose contra a hepatite B. A VOP é injetável e indicada para crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil. As crianças também podem receber doses contra rotavírus, febre amarela (desde que haja indicação epidemiológica), a vacina antipneumocócica e a tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola.

“Atualizando a caderneta de vacinação, os pais estão protegendo seus filhos demais de 15 tipos de doenças que podem gerar complicações”, orienta o pediatra Paulo Taufi Maluf Júnior, do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. O médico enfatiza a importância do mutirão promovido pelo Ministério da Saúde para manter erradicada a paralisia infantil, evitar a volta do sarampo e proteger as crianças de doenças transmissíveis.

A vacina pentavalente imuniza de doenças transmissíveis, como a difteria, que é infectocontagiosa e atinge crianças nos primeiros anos de vida. “Na forma grave, a infecção se estende da garganta à laringe e à traqueia, ocasionando edema local e sufocação”, esclarece o Dr. Paulo.

A dose também protege contra o tétano, adquirido através de ferimentos em contato com fezes de animais, principalmente equinos e bovinos. A doença provoca espasmos musculares generalizados e de glote. Já a coqueluche ou tosse comprida é infecciosa, altamente contagiosa e peculiar à infância. “Lesando o aparelho respiratório, se manifesta por acessos de tosse violenta que podem durar meses e complicar-se com pneumonias”, afirma o pediatra.

“Meningites bacterianas causadas por meningococo, pneumococo e hemófilos podem provocar quadros graves e deixar sequelas, como surdez e distúrbios neurológicos”, avalia o médico do Sírio-Libanês e do HC. “As vacinas contra hemófilos b e pneumococo são administradas em 3 ou 4 doses bimensais, a partir de dois meses de vida, com reforços a partir de um ano de idade”, completa Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior.

Já o vírus da hepatite B, transmitido pelo sangue, na gestação ou mesmo durante o parto e o ato sexual, pode se manter latente no organismo por muito tempo e levar a doenças crônicas e até ao câncer de fígado.

O rotavírus é o principal causador de vômito e diarreia na criança e a vacina é importante para evitar as formas graves da doença e a necessidade de hospitalização. O mesmo acontece com sarampo, catapora e caxumba. “Os casos de sarampo têm reaparecido em alguns grupos populacionais, portanto, a necessidade também de atualizar a caderneta de vacinação”, reforça o pediatra.

No caso da rubéola, o objetivo da vacinação é eliminar o vírus entre a população e resguardar as mulheres grávidas. As gestantes que contraem rubéola têm risco elevado de malformações do feto.

A caderneta de vacinação é o documento fundamental para comprovar quais doses foram aplicadas, quais estão em atraso e quais deverão ser tomadas nos meses ou anos seguintes. Caso os pais ou responsáveis tenham perdido a caderneta, a recomendação é de que eles compareçam ao mesmo posto onde vacinaram as crianças anteriormente. Os 34 mil postos fixos ou volantes funcionam das 8h às 17h em todo o País. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 14,1 milhões de crianças.

Veja mais sobre o assunto em nossa Área Canal Direto com o Ministério da Saúde








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