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03/06/2013
Tempo mais seco favorece problemas respiratórios

Incidência de doenças características do inverno aumenta em até 40% por conta da estação seca. Asma e rinite são as enfermidades que mais atingem a população



No inverno, uma das estações mais secas do ano, é fácil perceber o aumento de alergias e sintomas alérgicos na população, resultando em um crescimento de até 40% na incidência de doenças respiratórias. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, diversos fatores podem explicar o quadro. “A diminuição da umidade do ar e o próprio frio podem funcionar como fator de irritação para as vias aéreas, além da inversão térmica, que é responsável pelo acúmulo de poluentes na atmosfera”, explica o médico.

Além dos fatores climáticos, que por vezes são determinantes no surgimento das doenças, existem ainda agentes desencadeantes chamados alérgenos. Quando indivíduos sensíveis entram em contato com esses agentes (ácaros, baratas, fungos, fumo e poluentes) a resposta alérgica é imediata. “É preciso atenção, pois não é só o clima que contribui para o surgimento das alergias, os alérgenos também influenciam e podem ser encontrados em contato com animais, fungos e poeira domiciliar”, afirma Rocha.

Entre as alergias mais comuns estão asma, rinite, bronquite e sinusite. A asma se caracteriza pela presença de inflamação e obstrução reversível das vias aéreas e as principais manifestações clínicas são a tosse, falta de ar, dor, chiado ou aperto no peito. Já a rinossinusite alérgica, mais conhecida como rinite, é uma inflamação do nariz e estruturas adjacentes ocasionada pela exposição aos alérgenos, caracterizada por espirros, coriza, prurido nasal e congestão nasal. Tanto a asma quanto a rinite são doenças com determinação genética influenciada por fatores ambientais.

No Brasil, a asma frequentemente é confundida com a bronquite que consiste, em termos gerais, na inflamação dos brônquios, podendo ser ocasionada por infecções, agentes irritantes e alergia. Da mesma forma a sinusite é a inflamação dos seios da face apresentando diversos agentes infecciosos desencadeantes.


O que fazer para evitar alergias:

- Forre o colchão e travesseiro com capa impermeável;

- Retire tapetes e carpetes da casa, principalmente do quarto do paciente;

- Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana;

- Retire as cortinas substituindo-as por persianas, que são facilmente limpas com pano úmido ou, em caso de cortinas de tecido leve, lave-as a cada 15 dias, no máximo;

- Mantenha sempre a casa arejada e ensolarada;

- Evite estofados recobertos com tecido;

- Os aspiradores de pó utilizados devem possuir filtro HEPA;

- Evite ter animais de pelo como cão, gato e outros ou evite a presença dos mesmos dentro de casa ou no quarto do paciente;

- Não fume dentro de casa;

- Substitua os cobertores por edredons que possam ser lavados quinzenalmente;

- Evite, no quarto do paciente, objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos de pelúcia, caixas e quadros;

- Evite cheiros fortes no domicílio como tintas, solventes, inseticidas, produtos de limpeza etc.





Veja mais sobre Alergias em nossas colunas de:

Alergologia e Saúde com Dr. Luis Felipe Ensina


Otorrinolaringologia e Saúde com Dr. Mauricio Kurc





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