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05/08/2013
Alimentos, fatores e hábitos que interferem e favorecem a lubrificação feminina!



Estar de bem com a vida tem uma influência muito positiva sobre a libido, o que pode garantir uma vida sexual mais saudável. A mudança de certos hábitos e até mesmo a do cardápio pode ajudar, favorecendo a lubrificação feminina, e afastando o excesso de umidade e a secura vaginal, que podem prejudicar sua noite de amor.

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315), algumas mulheres sofrem com muita dor na hora do sexo porque não apresentam a lubrificação necessária para uma relação sexual prazerosa. “A lubrificação na vagina é uma consequência de excitação sexual, ou seja, para que ocorra uma penetração vaginal sem dor a mulher precisa está devidamente estimulada. Caso ela esteja se sentindo mais seca do que o habitual é necessário procurar ajuda médica para investigar a falta de lubrificação”, explica.

A vagina pode ficar seca devido a lesões no sistema nervoso, baixos níveis hormonais no sangue ou mau funcionamento das glândulas. Além disso, anticoncepcionais com pouco estrógeno, infecções fúngicas não diagnosticadas, amamentação, menopausa e alguns medicamentos (anti-histamínicos e antidepressivos) também podem interferir na lubrificação. “Há mulheres em que a falta de lubrificação é de origem psicológica, uma experiência traumática no passado, depressão, stress ou problemas na relação que dificultam que a mulher consiga relaxar, e assim prejudicam a lubrificação”, destaca a ginecologista.


Corrimento ou lubrificação?

É normal toda mulher ter uma lubrificação que é natural das mucosas. Essa secreção, cuja quantidade varia de mulher para mulher, protege contra infecções, além de garantir a lubrificação durante o sexo. Mas em algumas mulheres essa lubrificação pode se apresentar diferente, com cheiro forte e até coceira. “É importante saber diferenciar uma lubrificação comum de corrimento. O líquido que o corpo produz quando está excitado tende a ser transparente e um pouco pegajoso, esse líquido tem uma função que é tornar a penetração vaginal mais prazerosa. Agora, se você notou um líquido com odor ruim ou um prurido intenso, pode ser sinal de inflamação ou infecção vaginal, que acontece quando há uma proliferação de bactérias ou fungos que estão em desequilíbrio”, alerta Mantelli.


Turbine o seu desejo

Manter hábitos saudáveis, como praticar exercícios e uma alimentação regrada, pode contribuir para a lubrificação feminina e aumentar o desejo sexual. “Quando o seu corpo aumenta a circulação sanguínea, que atua diretamente no sistema nervoso central, ele altera a libido, produz mais hormônios sexuais e estimula sensações de prazer favorecendo a lubrificação vaginal. Esse efeito pode ser provocado por meio de alimentos que são capazes de aumentar a lubrificação feminina”, ressalta a ginecologista.


Veja quais são os alimentos que protegem a vagina de corrimentos e de quebra aumentam a lubrificação feminina:


Alho

Ajuda a melhorar o fluxo do sangue e até prolongar a ereção, aumentando a lubrificação da mulher.


Banana

Rica em magnésio, a banana aumenta o desempenho sexual por promover a vasodilatação. “A banana também possui triptofano, o aminoácido que dá sensação de bem-estar. Duas unidades por dia são o suficiente para aumentar a lubrificação”, diz Mantelli.


Chocolate

Possui propriedades estimulantes como a feniletilamina, que dá sensação de prazer e felicidade. Além disso, tem efeito antidepressivo e promove o bem-estar. O indicado é comer de 20 a 30 gramas por dia para não engordar. Dê preferência para o chocolate meio amargo ou 70% cacau.


Leite e derivados

Rico em aminoácido triptofano, esses alimentos liberam serotonina e causam bem-estar. “Os laticínios possuem cálcio, que enrijece os músculos e pode favorecer o orgasmo. É importante não exagerar, consumir de três a quatro porções diárias é o recomendado”, sugere a ginecologista.


Frutos do mar

Geralmente os frutos do mar são ricos em zinco que tem importante função na fabricação de secreções, como a da lubrificação feminina.

Nozes, castanhas, amêndoas

Ricas em vitamina B3 promovem a vasodilatação, o que aumentaria a libido. Além disso, compõem o colesterol bom, que é importante para a produção de hormônios sexuais.


Evite

Doces, frutas cítricas e alimentos a base de glúten devem ser ingeridos com moderação. “O consumo exagerado de doces e carboidratos é a principal causa dos corrimentos frequentes, pois são os nutrientes básicos para a formação da candidíase e também elevam a acidez do pH natural, facilitando o desenvolvimento dos corrimentos”, recomenda Mantelli.


Dor durante as relações sexuais? É preciso buscar ajuda

Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre as relações sexuais são sinônimo de prazer. Para algumas mulheres a penetração é extremamente dolorida e desconfortável. No entanto, apesar da sensação ruim, muitas mulheres não associam a dor com possíveis doenças ginecológicas, fazendo com que adiem a visita ao ginecologista e o problema acabe se agravando.

Entre as principais causas de dor durante as relações sexuais estão a endometriose, as infecções pélvicas, a tensão, a falta de lubrificação. Saiba como cada um desses fatores interfere na qualidade da vida sexual feminina:


ENDOMETRIOSE
A endometriose está entre as principais causas de dor quando o pênis encosta no fundo da vagina (chamada pelos médicos de “dispareunia de profundidade”) durante as relações sexuais. É caracterizada pela presença do endométrio - tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso à espera de um bebê e quando a mulher não engravida, ele descama e desce a menstruação. Acontece que, em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal. A inflamação dessas células é um problema comum – uma das principais causas de infertilidade feminina – e quase sempre acontece dentro do próprio útero.

Mas é possível que partes desse tecido migrem para fora do útero e se fixem em outros órgãos, configurando a chamada endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e dolorido – é por isso que a mulher com endometriose pode sentir dor quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina.

"É muito comum que as mulheres vivam por vários anos com a dor da endometriose antes de receberem um diagnóstico correto. Isso, muitas vezes, significa um atraso na gestão da doença, consequentemente, afetando de forma negativa a sua vida profissional, social e psicológica", comenta o Dr. Mauricio Simões Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), presidente da SBE e Colunista do Portal Sentir Bem. "É importante que as mulheres conheçam mais sobre os sintomas da endometriose, em vez de apenas ficarem pensando que a dor pélvica é "normal". Elas precisam saber que a dor da endometriose é real e pode ser tratada. Por isso, é importante que falem com seus médicos. A disponibilidade de um novo tratamento é uma boa notícia e um passo na direção certa", reforça o Dr. Mauricio Abrão.


TENSÃO
Algumas vezes a mulher apresenta algum tipo de bloqueio de ordem emocional e, com medo da penetração, contrai exageradamente a musculatura do períneo, dificultando a entrada e a movimentação do pênis e propiciando um quadro de vaginismo. Muitas vezes, a tensão não é o fator determinante, pois pode estar associada à dor causada por outros problemas como uma inflamação local.


LUBRIFICAÇÃO
Falta de lubrificação pode ser um agravante quando se fala de dor nas relações sexuais. A causa mais comum do problema é a queda da produção hormonal que geralmente acontece durante a menopausa e faz com que a vagina perca a elasticidade e fique ressecada. No entanto, a secura vaginal também está relacionada à amamentação, ao uso excessivo de absorventes internos, à falta de libido etc.


INFECÇÕES PÉLVICAS
Em alguns casos, a dor durante as relações advêm das infecções pélvicas, que consistem em doenças que irritam o interior da vagina e podem causar ardor, coceira, sensação de queimação, como herpes, candidíase, vaginose, clamídia, entre outras.



Prevenindo as Doenças Sexualmente Transmissíveis

Vale lembrar que a incidência das DST vem aumentando nos últimos anos, sendo consideradas um problema de Saúde Pública. Este aumento ocorre em consequência das baixas condições socioeconômicas e culturais, das péssimas atuações dos serviços de saúde, do despreparo dos profissionais de saúde e de educação e da falta de uma abordagem mais adequada, principalmente voltada para os jovens. Hoje, as DST estão entre as doenças mais comuns em todo o mundo.


O ginecologista e obstetra Alberto Jorge Guimarães, preparou algumas dicas para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis e planejar a gravidez.


Prevenindo as DSTs:

Todas as pessoas que têm relações sexuais estão sob risco. Assim, alguns cuidados são importantes:
1. Escolha do parceiro(a) sexual;
2. Se isso não for possível, evite relações com pessoas portadoras de DSTs;
3. Limite o número de parceiros(as) sexuais - quanto maior o número, maior o risco que você se contaminar ou disseminar uma infecção da qual você seja o portador;
4. Procure por sinais de DSTs em seu parceiro(a) - verrugas, secreções, lesões de pele, etc...
5. Não tenha relações sexuais se você está em tratamento para uma DST;
6. Use sempre a camisinha e também gel de lubrificação íntima, pois diminuem o risco de ruptura do preservativo;
7. Use espermicida (nonoxinol-9) juntamente com as camisinhas - o espermicida pode ajudar a matar alguns dos germes que causam as DSTs;
8. Lave os genitais com água e sabão e urine logo após a relação sexual - isso pode ajudar a limpar germes (caso existam), antes que eles tenham a chance de infectá-lo(a).



Veja mais sobre SAÚDE FEMININA:

Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão





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