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19/08/2013
8 Gatilhos da Azia!

Azia ocasional é uma coisa, mas aqueles que sofrem de doenças crônicas como a síndrome do refluxo ácido ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) sentem a sensação de queimação estomacal muitas e muitas vezes.



“Embora a causa primária do refluxo ácido seja uma incompetência da válvula entre o estômago e o esôfago, os pesquisadores começam a se preocupar e a estudar mais esses casos. Um estudo norueguês revela que o número de pessoas que sofrem de refluxo ácido, pelo menos uma vez por semana, subiu quase 50%, nos últimos 10 anos. As mulheres parecem ser mais suscetíveis à doença do que os homens. Os resultados levantam a preocupação de que esse aumento no número de episódios de azia possa levar a um maior risco de câncer do esôfago, um tumor maligno raro, mas que tem aumentado sua incidência”, afirma o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram, por 11 anos (1995-2006), dados da saúde digestiva de quase 30 mil pessoas que participaram do Norwegian Nord-Trøndelag Health Study (the HUNT study), uma amostra representativa da população norueguesa.


Ao término, os pesquisadores descobriram que:

• Durante o período de estudo, a prevalência de sintomas de refluxo ácido subiu 30% (de 31,4% para 40,9% dos participantes), enquanto os sintomas mais intensos aumentaram 24% (de 5,4% para 6,7%);

• O número de pessoas que experimentou os sintomas pelo menos uma vez por semana aumentou em 47% (de 11,6% para 17,1%);

• Este aumento é evidente tanto em homens, como em mulheres, de todas as idades. A meia-idade foi o período onde os sintomas mais intensos ocorreram;

• Quase todos (98%) os participantes com sintomas intensos usaram medicação para tratá-los pelo menos uma vez por semana, em comparação com apenas 31% das pessoas com sintomas leves;

• A taxa média anual de experimentar todos os sintomas de refluxo ácido foi de pouco mais de 3%. Para sintomas graves intensos, foi de 0,23%;

• Mulheres com menos de 40 anos foram os menos propensas a ter refluxo ácido, mas, ao contrário dos homens, elas eram mais propensas a desenvolver sintomas à medida que envelhecem. Mulheres com idade entre 60-69 anos foram as mais propensas a apresentar sintomas intensos;

• O refluxo ácido pode desaparecer espontaneamente, sem a ajuda de medicação, mas no presente estudo, isto ocorreu em apenas 2% dos participantes com sintomas.


Gatilhos da azia

“Uma explicação para o refluxo de ácido cada vez mais comum pode ser o aumento do número de pessoas com excesso de peso e obesos. Estar acima do peso é um fator de risco para o refluxo ácido. Além disso, os padrões singulares em mulheres podem estar relacionados com a utilização da terapia de substituição hormonal (HRT)”, observa Gabor.

“Como poderíamos deter este aumento, visando prevenir problemas de saúde mais sérios? A dieta, por exemplo, sem dúvida, afeta os sintomas de refluxo ácido. Tenho pacientes que fazem uso de medicação para o refluxo ácido e, em seguida, comem inadequadamente, ou seja, o tratamento tende a perder eficiência. Já os pacientes que se preocupam com a dieta e realmente seguem as recomendações nutricionais estão lidando melhor com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)", defende o gastroenterologista.

O que deve ser evitado em termos alimentares, visando prevenir a azia? Silvio Gabor organizou uma lista com os principais vilões da azia:

Tomates: graças a um alto teor ácido, tomates não são recomendáveis para aqueles propensos ao refluxo ácido, embora o tomate seja um alimento saudável, com antioxidantes e nutrientes que protegem o coração também;

Cafeína: a substância pode estimular a produção de ácido no estômago e a abertura do esfíncter esofágico inferior;

Álcool: a substância aumenta a produção de ácido no estômago e pode irritar o revestimento gástrico;

Hortelã: aromas de hortelã e menta estimulam a produção de ácido, mesmo apresentando um efeito calmante no primeiro momento;

Chocolate: o alimento pode deixar a alma mais leve, estimulando a produção de serotonina (neuro-hormônio do amor e da união), mas a serotonina também trabalha para relaxar o esfíncter esofágico inferior, abrindo caminho para o ácido refluir para o esôfago;

Frutas cítricas: os sabores cítricos aumentam a acidez no estômago;

Vinagre: o tempero aumenta a acidez no estômago;

Alho: o alho e a cebola são conhecidos por agravar o refluxo ácido em algumas pessoas.

“Obviamente, esses não são os únicos alimentos que pioram ou dificultam o tratamento da DRGE. É importante lembrar que o tratamento dessa doença inclui mudanças de hábitos de vida, entre eles os alimentares. Procure sempre a ajuda de especialistas, pois assim você poderá ser orientado sobre o melhor conjunto de atitudes para o seu caso”, diz o médico.


Qual a diferença entre refluxo, gastrite e azia?

Azia, queimação e refluxo gastroesofágico costumam ocorrer nos últimos meses de gestação, causando forte queimação no estômago e dor torácica. Isso acontece devido às mudanças hormonais e, principalmente pelo crescimento do útero que pressiona o estômago ocasionando o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.

Apesar de tais sintomas serem comuns durante a gravidez, vale tomar alguns cuidados para evitá-los. Segundo o médico e cirurgião geral Dr. Sérgio Barrichello (CRM-111.301), da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso, que também é endoscopista do (HC-FMUSP) e especialista em emagrecimento, a elevação do nível de progesterona causa o relaxamento da musculatura que separa o estômago do esôfago. “Com isso, os ácidos gástricos sobem para o esôfago causando a sensação de azia e opressão torácica”, explica. Ele acrescenta que tais sintomas podem surgir durante toda a gestação, com maior frequência nos últimos meses, por isso, é importante que a gestante mantenha hábitos saudáveis em tempo integral para ajudar a prevenir o problema.

De acordo com o especialista, as gestantes não devem ingerir grandes quantidades de comida uma ou duas horas antes de dormir, evitando que o alimento fique parado no estômago. “O ideal é fazer seis refeições diárias e ingerir pequenas quantidades para facilitar a digestão. Além disso, realizar uma caminhada após cada refeição é uma boa alternativa para acelerar o processo digestivo”, destaca.


Males da gravidez: azia, refluxo e gastrite
Para não confundir sensação de azia com refluxo gastroesofágico ou gastrite, conheça cada sintoma: o refluxo é quando o conteúdo gástrico retorna do estômago para o esôfago, podendo ou não causar inflamação; a azia é o sintoma de queimação no tórax causado ocasionalmente devido ao refluxo gastroesofágico. A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago que na maioria dos casos é causado pelo aumento da acidez do estômago. Pode ser desencadeada por questões emocionais, ansiedade, estresse e má alimentação.

É preciso ficar atenta aos sintomas e à frequência com que acontecem. Afinal, quanto antes for realizado o diagnóstico, mas eficaz será o tratamento minimizando seus efeitos. Neste caso, o médico pode prescrever medicamentos que diminuem a secreção do ácido produzido pelo estômago, e sugerir alteração na alimentação.



Entenda como cada um age no estômago e saiba identificá-los:

Azia: queimação no peito e garganta, além disso, a gestante pode sentir o sabor ácido na boca.

Refluxo: sensação de algo subindo pelo esôfago, o que pode ocasionar a azia.

Gastrite: pode manifestar-se por perda do apetite, náuseas, vômitos associado a dor e queimação na boca do estômago.

Saiba como tratar cada um dos problemas, durante a gravidez:

Azia: para amenizá-la é importante evitar o consumo de café, alimentos gordurosos, alguns doces e incluir no cardápio diário verduras e legumes. Se a azia for constante ou muito intensa, busque orientação médica. Pois, o especialista poderá prescrever medicamentos à base de magnésio ou de cálcio, como as pastilhas de magnésia bisurada.

Refluxo: mudanças alimentares devem ser feitas para diminuir ou evitar que o refluxo persista, evitando os sintomas e complicações como estenoses, úlceras, e câncer. É importante alterar os hábitos que desencadeiam o refluxo como: ficar prostrado após se alimentar, deitar antes de realizar a digestão, fumar ou apostar em uma alimentação muito pesada.

Gastrite: o tratamento depende da causa específica. Algumas podem desaparecer com o tempo. Conforme a gravidade, o médico pode indicar o uso de medicamentos antiácidos para controlar a quantidade de ácidos no estômago. Se a gastrite for causada por uma infecção, o problema pode ser tratado com antibióticos para eliminar a infecção por H. pylori. Lembre-se: qualquer medicamento só pode ser ingerido sob orientação médica, em especial, durante a gestação.



Medidas para evitar o problema

Adotar uma alimentação equilibrada, cortar condimentos e frituras são medidas essenciais. “O ideal é mastigar bem os alimentos e não beber líquidos durante a refeição. Principalmente no período noturno, a gestante deve evitar ingerir café, bebidas gaseificadas ou achocolatados”, ressalta Dr. Sérgio Barrichello.

Outra questão importante é a posição durante o sono, pois isso pode interferir nos sintomas do refluxo. Caso os sintomas incomodem, “Procure dormir em uma posição de modo que a cabeça fique mais alta que os pés, para aliviar a sensação de azia e queimação”, recomenda.

A gestante também deve usar roupas largas e confortáveis que não apertem a cintura e o estômago. Vale destacar que, tais cuidados, podem aliviar o refluxo e a azia, mas se os sintomas persistirem é fundamental procurar um médico.



Driblando a azia e a queimação

Evitar alimentos gordurosos, fazer uma alimentação rica em fibras e principalmente a noite não consumir grandes quantidades de alimento. Comer cerca de 6 vezes ao dia e realizar atividades físicas regulares. A constipação intestinal também aumenta os sintomas gastroesofágicos, portanto alimentos laxativos como mamão e ameixas devem ser estimulados.



Veja mais sobre SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA em nossas colunas de:

1) Cardiologia do Esporte com Dr. Nabil Ghorayeb

2) Em forma com Pilates com Profa. Danielle Rotondo

3) Dicas de Atividade Física, com José Carlos Altieri

4) Corrida, com Emerson Vilela

5) Qualidade de Vida, com Profa. Priscilla de Arruda Camargo

6) Cuide da Saúde com Exercícios, com Prof. Dr. Marco Uchida

7) Ortopedia e Saúde com Dr. Roberto Ranzini

8) Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão

9) Neurologia e Saúde com Prof. Dr. Paulo Caramelli

10) A Gestante na Sua Melhor Forma, com Profa. Ms. Gizele Monteiro

11) Atividade Física e Musculação com Prof. Amauri Altieri





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