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24/09/2013
Qualidade do ar interfere diretamente na saúde!

As regiões metropolitanas são as que mais concentram problemas relacionados à poluição atmosférica e quem sofre com isso são os seus habitantes, devido ao aumento de doenças respiratórias. Segundo o Ministério da Saúde, (clique aqui), os gastos com tratamento de doenças respiratórias representam valores superiores a R$ 600 milhões.



De acordo com Maria Alenita de Oliveira, pneumologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, os problemas originados pela alta concentração de poluentes no ar influenciam diretamente no aumento de infecções respiratórias, irritação ocular e na garganta, ressecamento das mucosas nasais e da pele. A causa dos males está relacionada à reação inflamatória nos pulmões, devido às substâncias oxidantes que reduzem as defesas pulmonares.

"Diversos estudos apontam a poluição como um desencadeador de doenças respiratórias e do aumento no número de internações hospitalares. Especialmente em crianças, idosos e profissionais que trabalhem expostos a emissão de poluentes, existe uma incidência elevada de sintomas como tosse, irritações nos olhos e na garganta, aperto no peito e dificuldade para respirar. Infelizmente, não há uma maneira de se proteger efetivamente da poluição, o ideal é que cuidados pontuais sejam tomados”, explica Alenita.

Com as bruscas mudanças de temperatura nos grandes centros urbanos, entre o outono e o inverno, as inversões térmicas são cada vez mais frequentes em metrópoles como São Paulo. Caracterizado por uma troca na órdem das camadas de ar quente e frio na atmosfera, o fenômeno, ocorrido principalmente no inverno, compromete bastante a qualidade do ar, ao impedir a dispersão de poluentes através das camadas atmosféricas mais elevadas. “Isso potencializa não só a ocorrência de doenças respiratórias, mas também de problemas cardiovasculares, já que a poluição do ar é um importante fator de risco para as doenças do coração”, diz o Dr. Abrão Cury, cardiologista do Hospital do Coração (HCor).

Segundo o cardiologista, a concentração de poluentes no ambiente causada pelas inversões térmicas afeta o organismo ocasionando aumento da coagulação do sangue, tromboses, aumento na propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias em diferentes partes do corpo, além do desenvolvimento de aterosclerose crônica. “Isso ocorre porque a poluição do ar afeta de maneira significativa a pressão arterial, principalmente no caso de hipertensos e idosos. Tanto que em períodos de maior concentração de poluentes no ar, como no inverno, o atendimento a pacientes hipertensos triplica”, lembra o cardiologista.

Cury explica que o crescente número de veículos nas grandes capitais só agrava o problema, já que isso aumenta a concentração de gases nocivos à saúde na atmosfera, como é caso do monóxido de carbono. Considerado como um dos principais poluentes emitidos pelos automóveis, o gás altera o endotélio (camada de revestimento interno) das artérias e também afeta o coração. “Já é possível associar a liberação dessa e de outras substâncias, como o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre, provocada pelos automóveis, com o aumento dos casos de hipertensão arterial registrados no país”, afirma Cury. “A doença já afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de derrames e infartos do miocárdio”, alerta o cardiologista.


Cuide do coração e da saúde
Nos meses mais frios do ano, as inversões térmicas fazem com que o ar fique ainda mais seco e poluído. Por isso, confira algumas dicas do cardiologista do HCor para cuidar da saúde e do coração nos períodos mais frios do ano:
- Procure evitar locais e horários onde se pode encontrar maior quantidade de poluentes no ar, como os engarrafamentos, por exemplo.
- Evite correr, andar de bicicleta ou caminhar perto de vias congestionadas ou com muito trânsito.
- Sempre que possível, visite locais mais distantes das grandes cidades, onde o ar é menos poluído.
- Feche as janelas para proteger o ambiente da poluição.
- Se for hipertenso, mantenha-se aquecido para manter a pressão arterial em níveis saudáveis.
- Monitore e controle a pressão nessa época do ano. Se possível, consulte um especialista para fazer um check-up.

Para conviver com a poluição e evitar o agravamento de efeitos colaterais a pneumologista recomenda a adoção de cuidados relacionados à hidratação, como o uso de colírios, e a redução das atividades físicas em horários de pico. Manter uma alimentação saudável e procurar circular por ambientes limpos e ventilados também são maneiras de minimizar os efeitos da poluição no organismo.





Veja mais sobre SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA em nossas colunas de:

1) Cardiologia do Esporte com Dr. Nabil Ghorayeb

2) Em forma com Pilates com Profa. Danielle Rotondo

3) Dicas de Atividade Física, com José Carlos Altieri

4) Corrida, com Emerson Vilela

5) Qualidade de Vida, com Profa. Priscilla de Arruda Camargo

6) Cuide da Saúde com Exercícios, com Prof. Dr. Marco Uchida

7) Ortopedia e Saúde com Dr. Roberto Ranzini

8) Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão

9) Neurologia e Saúde com Prof. Dr. Paulo Caramelli

10) A Gestante na Sua Melhor Forma, com Profa. Ms. Gizele Monteiro

11) Atividade Física e Musculação com Prof. Amauri Altieri

12) Aparelho Digestivo e Saúde com Dr. Sidney Klajner





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