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10/01/2014
Compulsão Alimentar!







Comportamento compulsivo merece atenção e cuidados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera seguro emagrecer de 1 quilo a 1,5 quilo por semana. Vale o aviso: dieta balanceada que se preze reúne obrigatoriamente proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Portanto, fuja das fórmulas restritivas, que menosprezam determinado grupo alimentar. Estudos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, mostram que 86% das pessoas que renunciam a uma dieta muito drástica voltam ao peso original em no máximo dois anos. Ou seja, além de poder provocar anemia, fraqueza, tontura, baixa imunidade, nervosismo, fadiga, redução do metabolismo, alterações nos batimentos cardíacos e distúrbios psicológicos, como a compulsão alimentar, esses regimes não conseguem evitar que aqueles quilinhos arduamente perdidos voltem a incomodar.

Segundo Dra. Vanderli Marchiori, Nutricionista, Fitoterapeuta e Colunista do Portal Sentir Bem, para secar as gordurinhas de forma saudável e eficaz não adianta esperar por milagres, nem se aventurar em dietas malucas. O ideal é buscar uma reeducação alimentar, levando em conta sexo, idade e hábitos de vida, além de se exercitar.

Para emagrecer é preciso diminuir o consumo de calorias, sim, mas isso não significa necessariamente reduzir a quantidade de comida no prato e passar fome. Basta substituir os alimentos muito gordurosos, como frituras e doces, por alimentos de baixa densidade energética, entre eles, verduras e frutas. "Em muitos casos, o indivíduo até acaba comendo mais do que anteriormente", diz a nutricionista.

Hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional – normalmente uma sensação de alívio ou de prazer seguidos de culpa e depressão. Bastante conhecida, a compulsão é um descontrole emocional que faz com que o indivíduo repita um determinado comportamento/ação sucessivamente, causando-lhe diversos prejuízos. Seja por comida, drogas, sexo, internet, compras, exercícios físico, entre outros, a compulsão pode acontecer com qualquer pessoa e pode também levar a algum tipo de transtorno mais grave.

“O prazer e a satisfação fazem o indivíduo repetir o comportamento, mas depois vêm a sensação negativa por não ter conseguido resistir ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a sensação positiva permanece mais forte, levando a repetição. O indivíduo perde o controle e passa a realizar esse comportamento de forma inadequada, o que interfere em suas relações sociais, trabalho, administração de seu dinheiro, família e qualidade de vida”, explica Ana Cristina Fraia, psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime.

A especialista adverte que dependendo da compulsão é indicado um tipo de tratamento, mas que a psicoterapia é sempre uma boa aliada. “A psicoterapia é necessária, de preferência cognitivo comportamental. O apoio e auxílio da família e, em alguns casos, medicação também auxiliam muito. Regras e limites como, por exemplo, retirar o acesso ao dinheiro no caso de compulsão por compras são necessárias.”

Embora não existam causas específicas para a compulsão, apenas tendências e fatores ambientais e emocionais, a psicóloga ressalta que por trás das compulsões existe, emocionalmente, algo em desequilíbrio e que deve ser investigado e tratado. O mais importante é a pessoa ter a consciência que seu comportamento está fora da normalidade e procurar ajuda médica e nutricional.



Veja logo abaixo, dicas para seu dia-a-dia que podem auxiliar a criar novos e melhores hábitos de alimentação:

Café da manhã: em vez de leite integral, bolo e queijo amarelo, prefira leite desnatado, pão light e ricota.

Pizzaria: opte por pizzas sem muçarela, como a de atum ou escarola. Uma fatia da de quatro queijos, por exemplo, tem 600 calorias, enquanto a de atum possui menos da metade: 260 calorias. Pizzas com ricota e vegetais também são boas pedidas.

Praia: opte por picolés de frutas, como o de uva (67 calorias). Um picolé de limão tem 55 calorias, a metade do de chocolate. Troque o copo de cerveja (140 calorias) pela água de coco (54 calorias), mas não caia na tentação de comer a polpa da fruta. Para beslicar, em vez de frituras, carregue vegetais picadinhos, como tomate, cenoura e pepino.

Almoço de domingo: abuse de uma salada de folhas antes de atacar o prato principal. Se for massa, opte por aquelas com molho ao sugo. Um prato de macarrão com molho à bolonhesa, sem queijo ralado, tem 480 calorias, enquanto a mesma massa ao sugo contabiliza 280 calorias. Só para lembrar: duas inocentes colheres de chá de queijo ralado valem 40 calorias.

Festinha: dê preferência para os salgados assados em detrimento dos fritos. Uma empadinha tem, em média, 55 calorias – metade do que soma uma simples coxinha.

Lanche: prefira os sanduíches com queijo branco e peito de peru, acompanhados de tomate e alface. Explica-se: 100g de queijo prato possuem 350 calorias, enquanto a mesma medida de queijo branco tem 240 calorias. Já 100g de presunto cozido somam 340 calorias, muito além do que o peito de peru: 200 calorias em 100g. Evite maionese: duas colheres de sopa possuem 214 calorias. Para aliviar a sede, opte por sucos naturais. Um copo de 200ml de limonada com adoçante contém apenas 29 calorias, enquanto o de refrigerante bate as 80 calorias. Vale acrescentar também uma barrinha de cereais, como a de canela e maçã (55 calorias), chocolate com morango (88 calorias) e a de banana (92 calorias).




Saiba mais sobre ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO, nas colunas abaixo:

Alimentos sem Segredos com Rosamaria Da Ré

Nutrição com Dra. Rosana Farah

Por Dentro dos Alimentos com Dra. Nicole Valente

Nutrição e Pediatria com Dr. Mauro Fisberg

Endocrinologia e Saúde com Dr. Filippo Pedrinola

Fitoterapia com Dra. Vanderli Marchiori






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