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23/01/2014
Pintas, fique de olho nelas!

Uma pessoa pode ter, em média, de 30 a 400 pintas espalhadas pelo rosto e corpo. Observar os sinais de risco pode evitar o câncer de pele melanoma



Pinta é o nome popular para uma lesão dermatológica denominada nevo melanocítico. Costumam ser planos ou elevados, com colorações que podem variar de um tom da pele até o preto. As pintas podem ser congênitas (presentes desde o nascimento) ou adquiridas (que surgem após o nascimento), e algumas podem, inclusive, apresentar pelos. “Os nevos podem ser pequenos, puntiformes, maiores ou até gigantes, atingindo grandes extensões do corpo”, diz o dermatologista Fernando Passos de Freitas (CRM-106.504).

De acordo com o especialista, a maioria dos nevos é benigna. No entanto, isso não é uma regra e alguns podem se transformar em câncer de pele. “Por isso, é fundamental examinar as pintas e acompanhar evoluções para observar se houve alterações de tamanho, consistência e/ou coloração”, explica o médico.

Além disso, o conceito de que toda pinta de nascença é benigna, nem sempre procede. Em geral, toda pinta pode se transformar em câncer de pele, embora isso não seja o mais comum. Por isso, existem casos em que a retirada é indicada pelo dermatologista. “Para preservar a saúde do paciente, a retirada pode ser uma indicação segura, principalmente se a pinta estiver em uma região do corpo visível que, normalmente, fica exposta ao sol”, comenta o médico.

Alguns têm muitas, outros um pouco menos. Mas é preciso que todos fiquem atentos a elas. A regra do ABCD, divulgada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ensina a identificar por meio do autoexame alterações nas pintas de um jeito simples, identificando Assimetria, Bordas irregulares, Cores não uniformes e aumento no Diâmetro das marcas. Feridas que não cicatrizam, coceira, sensibilidade e mudanças na superfície da pinta também são alertas de risco que devem ser examinados juntamente com o médico. “As pessoas que possuem muitas pintas devem frequentar constantemente o dermatologista para verificá-las. Havendo qualquer suspeita, é preciso fazer uma biópsia. É importante que o câncer de pele melanoma seja detectado no início, quando tem grandes chances de cura”, afirma Amândio Soares, médico oncologista da Oncomed BH.

É importante destacar que o câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma. O primeiro é considerado uma entidade à parte, tem uma baixa incidência (cerca de 3 casos por 100.000 pessoas/ano) e história natural bastante diferente, sendo mais agressivos, de crescimento rápido e com maior potencial de disseminação para outros órgãos. Os tumores de pele não melanomas são doenças muito mais comuns (cerca de 70 casos por 100.000 habitantes / ano), possuem um curso clínico mais indolente, lento crescimento e raramente disseminam para órgãos a distância (2 a 5% dos casos). Apesar de muito prevalente, apresenta baixa taxa de mortalidade e menos de 4% dos pacientes vão a óbito devido à doença.

“As áreas do corpo de maior acometimento de câncer de pele são aquelas mais expostas ao sol como face, orelhas, tronco (colo), braços e mãos. Contudo, o tipo melanoma pode surgir em áreas cobertas como no dorso (costas) e pernas. Por isso, ficar atento a qualquer alteração nas pintas é fundamendal”, explica o médico.
A remoção só deve ser feita se houver algum risco à saúde. Em indicações puramente estéticas, nem sempre vale a pena trocar um sinal por uma cicatriz. De modo geral, as pintas são indicadas para remoção quando apresentam:


1. Características de malignidade:

Quando sofre modificação (crescimento ou alteração de cor) em um curto período de tempo;
Quando coça, arde, dói ou sangra;
Sinais escuros nas plantas dos pés, palmas das mãos, couro cabeludo, dentro da boca ou nas mucosas dos genitais;
Quando apresenta coloração variada, ou seja, em uma mesma pinta surgem cores diferentes como: preto, azul, cinza, esverdeado e tons de marrom;
Quando muda de tamanho: cresce ou diminui;
Quando as bordas passam a ficar irregulares;
Quando tem alteração assimétrica: antes era redondinha e começa a ficar assimétrica.


2. Localizadas em zonas inestéticas que traz constrangimento ao paciente: indicação puramente estética.


3. Quando há indicação de uma biópsia para o dermatologista confirmar um diagnóstico.

Diagnóstico e remoção


O dermatologista é o profissional qualificado para avaliar se uma lesão deve ou não ser removida. No consultório, por meio de um exame simples, o médico consegue diagnosticar um melanoma, mesmo em estágios iniciais. Isso é feito com um aparelho chamado dermatoscópio digital, que possui um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele em até 200 vezes(imagens projetadas na tela do computador), permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu.

A remoção é realizada com anestesia local, e a incisão é feita com bisturi ao redor da lesão, sendo que é importante deixar uma margem de segurança para que seja retirada totalmente. Em até sete dias, os pontos são retirados.

A principal forma de prevenção ao câncer de pele é evitar a exposição ao sol sem proteção. Recomenda-se o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre. Deve-se evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 30.



Veja mais sobre Pele, Saúde e Beleza em:
1) Dermatologia e Saúde com Dra. Érica Monteiro

2) Pele Saudável com Dra. Katia Volpi Fogolin

3) Beleza e Estética com Orlando Sanches

4) Cirurgia Plástica e Saúde com Dr. Alan Landecker





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