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08/07/2014
Vírus e bactérias que causam enfermidades podem estar escondidos dentro de casa!

Você sabia que a maior concentração de bactérias encontra-se no banheiro e na cozinha da sua casa e que, se não for bem higienizado, uma bactéria se reproduz até se tornar dois milhões, em apenas sete horas? E você sabia que os vírus e bactérias que causam a diarreia podem ser transmitidos não só por alimentos, como também por superfícies da sua casa? Direta ou indiretamente, mãos, superfícies do ambiente e vias aéreas também servem como canais de transmissão desta doença.

Estudos da Unilever demonstram a correlação entre a higienização das superfícies e a redução na transmissão de infecções. “As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos, pois a pele é um reservatório destes agentes infecciosos, que são transferidos de uma superfície para outra, porém, lavar somente as mãos não é o suficiente. É importante manter a sua casa higienizada, já que muitas doenças podem ser contraídas em um simples toque da descarga ou em contato com uma esponja de cozinha”, explica Dr. Gustavo Henrique Johanson, médico infectologista e professor da USP.

Segundo ele, existem dois ambientes no lar que são mais propensos a contaminação: O banheiro e a cozinha. “O banheiro é um dos lugares mais perigosos. É nele em que os moradores fazem a higiene pessoal completa, desde o banho até os cuidados com os dentes. Por isso, é o cômodo que oferece os maiores riscos de contaminação. Se os cuidados básicos de limpeza não forem tomados, o banheiro pode ser a porta de entrada para doenças que vão atingir toda a família”, alerta.



Já na cozinha, as bactérias se acumulam, por exemplo, por meio de produtos de carne crua, na qual uma grande quantidade de bactérias fecais se origina. Segundo pesquisa da companhia, a esponja ou pano de cozinha são os objetos mais sujos deste ambiente. Existem cerca de 10 milhões de bactérias por 2,54 centímetros quadrados em uma esponja, e um milhão em um pano de prato. A especialista ainda alerta que é preciso tomar cuidado ao lavar as louças ou limpar a casa com esponja. “Se uma esponja for guardada debaixo da pia (um lugar úmido e escuro) provavelmente ela armazenará muitas bactérias. Mais de 450 milhões de bactérias/gota” aponta Johanson.

O infectologista ainda explica que os microrganismos mais comuns transmitidos pelo contato com superfícies sujas são: Escherichiacoli, H1N1, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcusaureus, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus epidermis, Streptococcus pyogenes, que estão relacionados com a transmissão de algumas doenças, tais como: diarreia, infecção estomacal, gripe, infecções respiratória, infecção de pele e dor de garganta. Ele explica que essas doenças podem evoluir para um quadro mais delicado se não forem devidamente tratadas. “Por isso é tão importante manter as mãos e superfícies limpas, pois ao entrar em casa, automaticamente a pessoa pode carregar nas roupas e sapatos diversos tipos de vírus e bactérias que podem se instalar no chão ou nos móveis com um simples contato”.

Para evitar que essas contaminações aconteçam em casa, especialistas prepararam dicas de como manter os ambientes devidamente higienizados:

1- Vaso sanitário: Mesmo se não houver contato direto com o vaso sanitário há outras maneiras que possibilitam a saída dos microorganismos do vaso. Quando a descarga é acionada ela produz respingos, que em sua maioria ficam dentro do vaso, mas também produz aerosóis – pingos muito finos que são dispersos no ar. Dessa forma, as bactérias fecais permanecem por até 2h no ambiente. Os respingos transferirão organismos para o assento e para a tampa, ao passo que partículas de aerosol podem percorrer distâncias maiores e se fixar não apenas no assento do toalete e na tampa, mas também em outras superfícies do banheiro, como o botão da descarga, a torneira, a maçaneta, além de superfícies de pia e banheira, ou até mesmo em itens como escovas de dente. As pessoas podem recebê-los nas mãos e podem ser infectadas por transferência direta da mão para a boca, pelo manejo ou preparo de alimentos para o consumo.

Solução: A melhor prevenção é evitar o contato direto e lavar muito bem as mãos após utilizar o vaso sanitário (ou tocar nele). Mesmo assim os organismos podem ser transferidos às torneiras, por exemplo, antes das mãos serem lavadas. No banheiro, a descarga deve ser acionada apenas com a tampa do vaso fechada. Além disso, recomenda-se a limpeza diária de pisos e azulejos, além de uma boa higiene das mãos, o que pode evitar 80% dos casos de contaminação, explica a especialista.



2 - Pia: Pode parecer inofensiva, mas a pia do banheiro é um dos lugares mais vulneráveis ao acúmulo de germes e bactérias, por conta das gotículas de secreções expelidas durante a tosse, a escovação dos dentes e a umidade do ambiente.

Solução: Jogue água fervente por toda a superfície. Na sequência, com auxílio de um pano úmido aplique cloro em gel e deixe agir por 5 minutos. Em seguida, utilize um pano seco para retirar o excesso do produto ou enxágue.


3 – Chuveiro e Box: Em situações nas quais os chuveiros não são devidamente limpos, existe um risco de que ele possa se tornar fonte de bactérias, especialmente se a água parada se acumula no sistema quando o chuveiro não for utilizado por um período. Também podem ser transmitidas a outras pessoas por inalação de aerosóis gerados a partir da água contaminada. As paredes e a cortina do boxe também fornecem condições ideais para o crescimento de fungos que, ainda que não sejam infecciosos, podem ser danosos com a liberação de esporos ou substâncias que desencadeiem alergias respiratórias, como asma.

Solução: Para paredes e pisos do box dilua duas tampas de cloro em gel em 1 litro de água e esfregue com uma esponja, lembrando de limpar os cantinhos com uma escova. Enxague e seque com a ajuda do rodo e um pano que não solte fios de tecido. Para garantir a desinfecção deixar o produto puro atuar por 5 minutos ou diluído por 10 minutos.



4 - Maçanetas: Maçanetas de portas podem conter saliva, coliformes fecais e até mesmo vírus como o da gripe.

Solução: A limpeza com apenas um pano úmido e sabão remove apenas a sujeira visível e, ainda, deixa alguns patógenos, que podem ser suficiente para causar uma infecção. Nestas situações, aplique o cloro em gel na maçaneta, deixando agir por 5 minutos. Em seguida, limpe com pano úmido ou enxágue.

5- Chão: O chão também acumula resíduos da sujeira dos nossos sapatos, o que o torna um ambiente propício à proliferação de germes nocivos à saúde.

Solução: Para limpar e desinfetar dilua duas tampas em 1L de água. Em seguida, limpe com pano úmido ou enxágue.


6- Cantinho do pet: Este é um dos lugares que mais acumulam germes. O chão pode conter diversos tipos de germes que são prejudiciais ao ser humano. Além de coliformes, os brinquedos dos pets também podem conter também fungos, mofos e estafilococos.

Solução: Além de manter o chão limpo com cloro em gel que, devido à sua consistência dura mais tempo no local, é imprescindível lavar as mãos depois de brincar com o animal de estimação. É importante também lavar os brinquedos dos animais uma vez por semana.


Segundo o médico infectologista do Hospital Santo Antônio, de Votorantim (SP), Dr. Alcides Poli, lavar as mãos e as unhas adequadamente, com água e sabão, é ato simples, que previne doença. O hábito elimina todos os micro-organismos presentes, evitando a proliferação de diversos males, como: infecções respiratórias, de ouvido e garganta, conjuntivites, diarreia, doenças de pele e tantos outros. “As mãos são o principal veículo de transmissão de micro-organismos de um individuo para outro e sua higienização correta torna-se o principal meio de controle de infecções”, alerta.

Entretanto, aponta Dr. Poli, muitas pessoas não sabem lavar as mãos da maneira correta, sem esfregar adequadamente todas as áreas, esquecendo-se das unhas, dos dedos e dos punhos ou, simplesmente, só lembrando-se de lavá-las durante o banho. O ideal, explica o médico, é lavar as mãos, frequentemente, várias vezes ao dia, com água corrente e sabão. “As bactérias são removidas por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. A espuma presente no sabonete também ajuda a remover a gordura da pele, eliminando uma maior quantidade de micro-organismos”, detalha.

Após lavar as mãos, o melhor é não colocar a mão limpa sobre a torneira suja. “As bactérias que estavam na sua mão ao abrir a torneira, alojaram-se na louça e, ao tocá-la, elas retornam para a sua mão. É recomendado fechar a torneira, com a ajuda de um papel toalha”, fala o especialista.

Outro erro comum é o uso de toalhas coletivas nos banheiros. De acordo com Dr. Poli, elas se tornam um meio propício para a proliferação de bactérias. “Não adianta apenas deixar a toalha exposta para secar, seja no banheiro ou ao Sol, pois as bactérias continuarão alojadas ali, a menos que sejam lavadas com água e sabão”, destaca.

Álcool em gel

Presente nos estabelecimentos com grande fluxo de pessoas, principalmente, após a incidência de casos da gripe HN-1, o álcool em gel também é um importante aliado para a higienização das mãos. “O álcool em gel pode ajudar a esterilizar as mãos, entretanto, não substitui a água e o sabão. O álcool é para uma emergência, mas devemos continuar lavando as mãos, com frequência, sempre antes de comer, ao sair do banheiro e ao sentir que as elas estão sujas”, enfatiza o especialista e complementa: “No decorrer do dia, colocamos as mãos em diversos objetos sujos como: dinheiro, maçanetas, apoios, transporte público, entre outros, por isso devemos redobrar a atenção com a higiene das mãos”, finaliza.







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