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18/07/2014
Quantidade X Qualidade Sexual. Como resolver? E quando chega a menopausa?

Nem sempre quantidade quer dizer qualidade. É o que revela um estudo realizado recentemente pela Durex Global Sex Survey, onde pelo menos metade dos brasileiros (56% mulheres e 51% homens) se declara insatisfeita com a vida sexual, mesmo que a prática seja realizada pelo menos três vezes por semana.

A falta de comunicação e a dificuldade de reconhecer disfunções sexuais entre os casais são as causas mais aparentes para essa infelicidade. Especialistas acreditam que isso ocorre em função do comportamento sexual dos homens e mulheres no Brasil, ainda mediado por tabus que dificultam a satisfação sexual entre parceiros.

“Acredito que é necessário maior conhecimento da própria sexualidade, principalmente entre as mulheres, assim como o diálogo entre o casal sobre a vida a dois”, revela Fabiane Dell’ Antônio sexóloga, consultora da Hot Flowers, marca de produtos sensuais no Brasil.



A profissional ainda acredita que as mulheres fazem parte do público que mais se mostra insatisfeito em relação ao desempenho sexual do parceiro, isso porque, reclamam da falta de conhecimento no estímulo que os homens desempenham durante a relação sexual, fatores que acabam gerando problemas físicos e emocionais entre as mulheres.

“Em contra partida, o público feminino também precisa se dedicar mais ao mundo das descobertas íntimas, explorando pontos erógenos, e assim, encontrarem seu prazer pessoal, já que há grande diversidade entre as mulheres em relação ao prazer. Isto irá aumentar muito o desejo das mulheres, e consequentemente a relação a dois irá esquentar”, completa a sexóloga.

Se a mulher estiver no climatério, quando ela passa da fase reprodutiva para a não reprodutiva, a menopausa, se confirma após a ausência do fluxo menstrual por 12 meses consecutivos, constitui um marco, delimitando o climatério e a pós-menopausa. Nesse período, ocorre uma variação dos níveis dos hormônios sexuais (estrógeno e testosterona), que pode comprometer o desempenho sexual por afetar o desejo, a excitação e o orgasmo. Mas com orientação adequada, é possível levar uma vida sexual saudável, também nesta fase. Segundo a Dra. Carmita Abdo, psiquiatra e especialista em Medicina Sexual, a diminuição progressiva da produção de estrógenos e a consequente atrofia da mucosa vaginal são responsáveis pela dificuldade de lubrificação da vagina e falta de relaxamento pélvico. “Para evitar que a mulher sinta dor durante a relação, são necessárias preliminares mais trabalhadas antes da penetração”.



Os níveis menores de testosterona, que caracterizam a pós-menopausa, prejudicam o interesse por sexo e a frequência sexual, explica a especialista. “Algumas mulheres se ressentem mais diante dessas mudanças, enquanto outras se incomodam menos. Isso está relacionado a diversos fatores, como perfil psicológico, antecedentes de doenças, qualidade de vida atual, entre outros.”

Com a chegada da menopausa não é apenas o calor intenso e a reposição hormonal que mexe na vida da mulher entre os 45 e 55 anos, mas sua vida sexual também é afetada. Nesta fase os hormônios como o estrogênio e a progesterona deixam de ser produzidos e essa ausência pode gerar sintomas como a falta de lubrificação e atrofia vaginal, e consequentemente dor no ato sexual.

“Atualmente a sexualidade feminina mudou muito, cada vez mais as mulheres estão vivendo a fase da menopausa e ela, no auge dos seus 50 anos, quer ter uma vida sexual prazerosa”, comenta Fabiane.

Além do método convencional, como a terapia hormonal através de pomadas e geis aplicados na vagina para aumentar a lubrificação e melhorar a estrutura muscular da região vaginal, o vibrador está sendo utilizado como um grande aliado à saúde muscular e sexual. Estudos ainda não concluídos e relatos de mulheres que estão utilizando-o com orientação de fisioterapeutas especializados apontam que o uso do vibrador pode ajudar a mulher recuperar a lubrificação, melhorar a atrofia vaginal, aumentar o desejo e a percepção corporal da região do períneo. “Os estudos têm suscitado o uso do vibrador como método de provocar o aumento do fluxo sanguíneo local e aumentar o trofismo vaginal”, diz.

A vagina é composta por sete a dez camadas de células, com espessura rugosa, com isso gera a lubrificação e a elasticidade nos músculos saudáveis. Ao chegar na menopausa essas camadas são reduzidas a uma ou duas camadas de células, e as mesmas tornam-se mais finas, sensíveis, perdendo a elasticidade e a lubrificação natural.

Segundo Fabiane, atualmente as mulheres vivem mais de um terço de suas vidas após a menopausa e por isso os problemas sexuais associados à diminuição de estrogênio são cada vez mais comuns. “Dor, secura vaginal, aumento de incidência de infecção urinária, incontinência urinária e outras queixas são comuns nessa fase”, afirma. A especialista ainda destaca que o cheiro também muda, fica com um odor mais forte e o líquido que a vagina produz fica com uma cor mais amarelada.

A pesquisadora Professora clínica de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Medicina de Yale nos Estados Unidos, Mary Jane Minkin, afirma que recomenda às pacientes o uso do vibrador de três a quatro vezes por semana. Não é apenas o vibrador que é indicado para esse tipo de tratamento, é aconselhável também atividades físicas, como yoga e pilates, que irão complementar exercícios vaginais locais. A ideia é exercitar os músculos para que eles fiquem mais saudáveis. No estudo da Universidade, as mulheres sentiram mudanças em apenas um mês de terapia, além de terem destacado que ficaram bem mais relaxadas e contentes.

A fisioterapeuta e sexóloga Fabiane relata ainda que “o vibrador não é bom apenas para ajudar no tratamento da saúde sexual, ele também é bem visto para a mulher conhecer mais os seus pontos de prazer”. Algumas mulheres passam anos sem saber o que é o verdadeiro prazer que a relação sexual trás. Ela observa na prática clínica que através deste autoconhecimento a mulher aumentará a sensibilidade e força muscular em suas áreas íntimas, contribuindo para o aumento do desejo e da obtenção do prazer à dois.

Por fim, outra medida que pode ser adotada para a retomada do prazer a dois é inovar durante a relação sexual com adereços como géis aromatizantes, que promovem mudanças de temperatura na área, lubrificantes que facilitam o orgasmo e até mesmo fantasias sensuais e temáticas, que hoje servem para estimular e esquentar a relação e assim quebrar os tabus e dúvidas que possam existir entre os casais.





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