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23/09/2014
Baixa ingestão de cálcio e o risco de desenvolvimento de osteoporose e hipertensão!

Informação, atividade física, alimentação rica em cálcio e exposição ao sol são alguns dos itens que podem garantir a saúde dos ossos por toda a vida

“Mulheres na pós-menopausa que consomem pouco cálcio estão expostas a um risco maior de desenvolver hipertensão, conjuntamente com osteoporose, em comparação àquelas que consomem uma quantidade maior de cálcio por semana”explica Maria Manara, professora do Departamento de Reumatologia do Instituto Gaetano Pinini, em Milão, Itália, .

Ela fez um estudo em 2010, onde acompanhou 825 mulheres na pós-menopausa com hipertensão. Neste grupo, 35,4% das mulheres que consumiam uma menor quantidade de cálcio – um baixo nível de consumo de cálcio significa a ingestão de menos de 8 porções de 300 mg de cálcio provindas de fontes lácteas por semana – tiveram o diagnóstico simultâneo de hipertensão e osteoporose, em comparação às participantes do estudo, 19,3%, que consumiam uma maior quantidade de cálcio – um alto nível de consumo de cálcio foi atribuído às mulheres que consumiam 15 porções de 300 mg de cálcio a partir de fontes lácteas, semanalmente – e apresentavam apenas o diagnóstico de hipertensão.

O estudo italiano indica que pode haver uma relação entre a hipertensão e a baixa massa óssea e que uma baixa ingestão de cálcio pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. “A pesquisa nos alerta também que uma baixa ingestão de cálcio pode estar envolvida na associação das duas doenças, ou seja, pode ser considerada um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão e osteoporose, ao mesmo tempo", explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).



O consumo de cálcio e a saúde dos ossos
Mesmo em países tropicais com sol em excesso, a proteção exagerada contra os raios solares – com roupas que cobrem a maior parte do corpo – o baixo consumo de leite, o alto consumo de refrigerantes e álcool, a falta de exercícios físicos, o consumo reduzido de frutas e legumes e o tabagismo têm elevado a incidência de osteoporose.

“Podemos negligenciar fatores de risco tão importantes? Informação, atividade física, alimentação rica em cálcio e exposição ao sol são alguns dos itens que podem garantir a saúde dos ossos por toda a vida. O idoso, geralmente, tem maior necessidade de micronutrientes e de algumas vitaminas, como é o caso do cálcio e da vitamina D, que afetam a densidade mineral óssea e o risco de osteoporose e fraturas”, defende o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.

A osteoporose é uma doença prevenível. A prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticoides e anticonvulsivantes; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem as quedas na terceira idade.



"A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida", afirma o reumatologista.

Após a menopausa, a redução do hormônio feminino causa a perda de cálcio e pode haver necessidade de suplementação do mineral. “Mas em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio com o avançar da idade e a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve se associar ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea", explica o diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, para a mulher, e após os 60 anos, para o homem. Um cuidado especial deve ser observado em relação às pessoas com propensão a perda de cálcio pela urina e aos formadores de cálculos, pois, nesses casos, a administração do cálcio é contra indicada. “Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).



Veja mais sobre SAÚDE FEMININA em nossas coluna de:

Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão





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