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30/04/2007
Síndrome do Cólon Irritável

Síndrome do Cólon Irritável está relacionada a mais de 100 doenças

A Síndrome do Cólon Irritável, também conhecida como Síndrome do Intestino Irritável, é a doença mais comum do sistema digestivo e pode atingir tanto o intestino grosso, quanto o delgado. Nessa disfunção, acontecem contrações musculares e movimentos intestinais irregulares, provocando um acúmulo de muco e toxinas nos intestinos. No entanto, o grave da síndrome é o fato do organismo perder a capacidade de absorver os nutrientes, principalmente os aminoácidos.

“Estima-se que um em cada cinco adultos apresenta sintomas totais ou parciais desse distúrbio”, diz o professor e médico ortomolecular, Dr. Marcos Natividade. “É uma complicação que mesmo a disfunção sendo altamente grave, não são detectadas alterações nos exames físicos nem nos da mucosa intestinal, dificultando a compreensão desta doença”, alerta.

Os sintomas mais decorrentes da Síndrome do Cólon Irritável são: intestino preso que se alterna com diarréia; dores abdominais; muco nas fezes; náusea; flatulência e intolerância a certos alimentos. Também é comum que o paciente sinta dores de cabeça muito fortes.

O tratamento ortomolecular é muito importante, pois visa repor moléculas deficientes no organismo. Isso porque se a dificuldade na absorção dos nutrientes não for resolvida, poderá ocasionar mais de 100 tipos de doenças. Entre elas podem ser citadas artrites, doenças de pele, graves doenças dos intestinos - colite ulcerativa, diverticulites, Doença de Crohn, e até mesmo pode desenvolver a intolerância à lactose.

“Nos casos mais graves, a pessoa chega até a evitar se alimentar, logo, acontece a perda de peso. Já nos pacientes que se alimentam normalmente, pode ocorrer má nutrição, pois os nutrientes não são absorvidos. Por isso, indicamos uma dieta com mais proteína, além de fibras e cereais pelo efeito limpador do trato gastrointestinal”, explica o professor e médico ortomolecular. “Além do tratamento ortomolecular, o paciente também deve fazer uso de alimentos que contenham Ômega 3, ingerir cálcio e magnésio e usar ervas como alfafa e aloe vera. A ingestão de alho também pode ser aliada ao tratamento, por sua ação contra bactérias e fungos, uma das causas da síndrome.”

Estresse e depressão podem agravar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Médicos apontam que a melhor forma de tratamento da SII é o atendimento multidisciplinar

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) afeta entre 15% e 20% da população ocidental e, nos Estados Unidos, é a segunda causa mais freqüente de falta ao trabalho, perdendo apenas para os estados gripais. No Brasil, estima-se que o problema afete mais de 1,5 milhão de pessoas sendo as mulheres as mais acometidas, em uma proporção de 59% de mulheres e de 41% dos homens, segundo o Professor Titular da Disciplina de Gastroenterologia da PUC de Campinas- SP, Prof. dr. Flávio Quilici.

O problema é considerado uma doença funcional, ou seja, não se encontram em exames laboratoriais evidências de alterações orgânicas, mas sim no funcionamento do intestino. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que a SII tem características psicossomáticas e suas manifestações estão intimamente ligadas às emoções, principalmente em relação a intensidade dos sintomas da SII, os estados depressivos e as alterações do sono. “Muitos pacientes com frequência referem desencadeamento do quadro ou agravamento dos sintomas em períodos de estresse”, afirma o psiquiatra, dr. José Paulo Fiks.

Embora ainda não existam explicações causais que liguem a SII à depressão e ao estresse, os relatos de pacientes e a evolução da síndrome mostram que esta ligação tem influência no quadro da doença. Isto se deve à relação direta existente entre o cérebro e o sistema nervoso autônomo que controla a musculatura intestinal. Portanto, a redução do estresse, tais como as tensões profissionais, familiares e etc, tem impacto nos sintomas da Síndrome. “O estresse normalmente provoca alterações no sistema digestivo e, nas pessoas com SII, o intestino é mais sensível, causando alterações ainda maiores”, explica o psiquiatra.

Há trabalhos científicos que confirmam a relação da SII com alterações psicológicas. Por isso, hoje a doença é cada vez mais estudada como uma patologia que exige cuidado multidisciplinar. Para o dr. Fiks, os tratamentos isolados, em que são tratados somente os sintomas da SII, sem a abordagem dos aspectos psíquicos, podem prolongar e até mesmo agravar a doença, limitando assim a rotina de vida do paciente, levando à perda da qualidade de vida e possível agravamento de um transtorno mental associado. “Indivíduos podem adquirir hábitos restritivos na tentativa de prevenir os sintomas. Há os que sofrem de aumento do número de evacuações e tentam sair de casa munidos de material higiênico para emergências. Há os que se envergonham de lugares silenciosos, como reuniões, salas de espetáculos etc, por causa de sintomas como gases e movimentos intestinais”, comenta ele.

As equipes multidisciplinares, que incluem a psicologia, têm observado a associação simultânea de quadros psíquicos e SII. Os transtornos associados mais freqüentes são: fobia social, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada e depressão. Há estudos que chegam a 95% de concomitância entre a SII e algum distúrbio mental, mostrando a importância de novas diretrizes para os tratamentos.

É importante ressaltar que pela possibilidade de diferentes apresentações da SII cada paciente deve ser abordado de forma individualizada. Além disso, é de fundamental importância a relação médico-paciente, que tem como objetivo criar um vínculo positivo com o paciente, que servirá como base sólida na abordagem terapêutica. O médico deve se preocupar em escutar o paciente e fazer o diagnóstico via sinais, sintomas, exames físicos e laboratoriais. A investigação da SII pode causar frustração e desconfiança no paciente, pois resultados negativos em uma pesquisa laboratorial podem sugerir a alguns pacientes que uma doença potencialmente séria deixou de ser descoberta. Isso porque, apesar dos sintomas, não existem evidências orgânicas de relevância, nem laboratoriais. “Um dos primeiros passos é afastar o fantasma do câncer, que freqüentemente apavora os doentes. Outro passo importante é explicar o conceito de patologia funcional, pois a sociedade busca por respostas nos resultados de laboratório, o que não acontece com esta síndrome”, conclui dr. Fiks.

Sobre a Síndrome do Intestino Irritável - SII
A Síndrome é uma doença intestinal benigna, caracterizada por um conjunto de sintomas digestivos, que pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum entre 30 e 50 anos e no sexo feminino. “Os sintomas mais freqüentes são dor e desconforto abdominal, diarréia e /ou prisão de ventre e a forma alternante”, explica o Prof. dr. Quilici.

A SII é classificada com uma doença funcional, pois, quando examinam o intestino, não encontram nenhum sinal de dano ou alteração em sua estrutura. Em relação à apresentação desses quadros a maioria, cerca de 70%, é de quadros leves. Porém, em alguns pacientes podemos encontrar formas mais graves da doença que podem alterar as atividades diárias, causando insegurança de ir ao trabalho, participar de reuniões sociais ou fazer uma viagem.

O controle dos sintomas da SII pode ser alcançado por meio de dietas específicas, reduzindo o estresse e com medicamentos que controlam os movimentos intestinais, melhorando a dor e o desconforto abdominal, além de normalizarem o trânsito intestinal.

A classe de medicamentos mais utilizada para controlar os sintomas da SII são os antiespasmódicos, entre eles estão o brometo de pinavério e a mebeverina. Esses medicamentos atuam melhorando não somente a dor, sintoma mais freqüente dos pacientes com SII, como também regulam o funcionamento intestinal, tanto de pacientes com predominância de constipação, quanto de diarréia, e até aqueles que apresentam os dois sintomas simultaneamente. Os antiespasmódicos melhoram também o meteorismo e a distensão abdominal, sintomas que tanto incomodam estes pacientes.





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