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19/08/2007
Queda de Cabelos em Mulheres

A queda e diminuição de cabelos não é apenas um problema do sexo masculino. Pesquisas revelam um aumento de 10% ao ano no número de casos de diminuição de cabelos em mulheres. A queda não pode ser chamada de calvície.

A calvície é um termo que se aplica só à rarefação capilar, devido a problemas genéticos. Acredita-se que o estilo de vida das mulheres é que leva ao quadro. O stress provoca no corpo alterações hormonais, que podem levar a queda dos fios.

Toda vez que aumenta a queda de cabelos, provavelmente estamos diante de um quadro de perda anormal. Uma queda de cabelo é considerada normal, quando caem até 100 fios diariamente. Como essa perda se da durante todo o dia, a queda é mais visível na hora do banho, ou de se pentear. Considera-se patológica, quando a pessoa perde mais de 150 fios/dia.

No outono, os cabelos realmente caem mais do que no verão, pois a pele possui sensores de luminosidade, que sofrem mais estímulos nesta estação, fazendo com que os cabelos cresçam mais e caiam menos.

Para diagnosticar o quadro e a existência de problema capilar são necessários exames de rotina que envolvem a bioquímica do sangue para se avaliar todos os hormônios: a hipófise, da tiróide, da supra-renal e dos ovários, nas mulheres, testículos, no homem, bem como o metabolismo, dosando reservas de ferro, zinco, cobre, vitaminas e, se necessário, uma biopsia do couro cabeludo.

Os xampus antiqueda são bons para manter o couro cabeludo estável e limpo, especialmente quando há presença de dermatite seborréia ou caspa, mas são apenas coadjuvantes no tratamento, pois não revertem o quadro de queda com o seu uso isolado.

O que existe, na atualidade, para o combate a queda de cabelo

Ministérios da saúde de diversos países, aprovam o uso das seguintes substâncias para o combate a queda de cabelo.

Para homens:
Uso Tópico


- minoxidil: apesar de ser um vaso dilatador, não atua com esta função no folículo piloso. Sua função é a de estimular a divisão celular (ação mitógena) e, dessa forma, provocar o crescimento dos cabelos.

- Avicis (17-alfa-estradiol): substância tópica, que impedindo a formação do complexo DHT, que atua na miniaturização do pêlo, que é a calvície.

Uso Oral
- Finasterida: bloqueador da enzima 5-alfa-redutase, que transforma a testosterona (T) em Dihidrotestosterona (DHT), responsável pela calvície.

Para mulheres:
Uso Tópico


- minoxidil.
- avicis.

Uso Oral
- Flutamida: substância que bloqueia a ação dos hormônios masculinos, impedindo sua ação na pele e nos cabelos.

Os tratamentos precisam de acompanhamento médico, pois podem apresentar efeitos colaterais, que precisam ser avaliados caso a caso.

Dúvidas e Dicas
Tratamentos com laser não são considerados éticos, pois não há estudos comprovando a sua eficácia. Podem ser realizados experimentalmente, sem custo, em serviços de ensino e pesquisa (universidades ou centros de estudos).

Não é aconselhado prender os cabelos todos os dias, quer seja com elástico ou não. Pode-se induzir a uma perda de cabelos chamada de alopecia por tração, comum em pessoas da raça negra que usam os cabelos muito presos.

Chapinha aquece os cabelos podendo, se não aplicada corretamente, danificar a haste capilar. O mesmo acontece com a escova. Uma freqüência máxima de dia sim, dia não, dependendo do cabelo, pode ser aceita.

Gel, mousse, leave, cremes, nenhum desses produtos prejudicam os cabelos. Podem deixá-los mais ressecados ou sem brilho, entretanto não interferem na queda.

Serviço:

Médico especialista em cabelos:

Dr. Valcinir Bedin: Médico pela Universidade de São Paulo, médico visitante da Universidade Vadois - Lausanne -Suíça, pesquisador da UNICAMP, ex-professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, professor e coordenador do Curso de Pós Graduação em Medicina Estética - SBME, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética- Regional São Paulo, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, diretor do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele e delegado do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Reside e tem consultório em São Paulo, capital.

Clínica: (11) 3071-1271
Fundação Pele Saudável: (1) 3673-7299





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