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13/03/2006
Homens e mulheres de olho nos novos métodos de contracepção feminina

A mulher moderna não quer mais ficar se martirizando com os efeitos da sua tensão pré-menstrual (TPM), pois além de interferir nas suas relações pessoais, atrapalham seu desempenho e rendimento profissional. Juntamente com esta mulher moderna e independente, surgiram no mercado novidades nos métodos contraceptivos, visando diminuir ao máximo os efeitos colaterais dos medicamentos já existentes, bem como fornecer alternativas para quem não se adapta bem aos mesmos.

A pílula anticoncepcional (ACO) ainda é o método mais utilizado nos consultórios como afirmam em unanimidade os renomados ginecologistas Prof. Dr. Mauricio S. Abrão, Dra. Roberta P. Grabert e Dra. Letícia M. de Oliveira. ”A decisão sobre o método contraceptivo depende muito das características clínicas da paciente e da fase que se encontra. Há muitas novidades, que devem ser avaliadas na dependência das características do ciclo menstrual, da presença de acne e de pêlos, do peso corporal e da retenção hídrica, além do próprio desejo da paciente”, resume Dr. Mauricio.

Como desvantagens principais das pílulas já existentes, os ginecologistas citam o sangramento de escape (“spotting”), o aumento de peso e alterações cutâneas. Atentos a estas informações os laboratórios estão lançando diversas alternativas para a contracepção e melhora da TPM.

Dentre os ACO, tivemos três lançamentos interessantes, como as pílulas Yasmin®, Mirelle® e a Cerazette®. A Yasmin® contém a drospirenona (princípio ativo) que está associada a uma série de benefícios, como o alívio de sintomas da TPM, menor retenção de líquidos (efeito diurético) e melhora da pele. No ano passado chegou a Mirelle®, com a menor dosagem hormonal do segmento de pílulas combinadas, Apesar de conter muito menos hormônio ela mantém o mesmo nível de segurança das pílulas de doses mais altas. Outra diferença em relação às outras pílulas é que a Mirelle® utiliza um sistema especial que a mulher toma 24 comprimidos seguidos por apenas quatro dias de intervalo. O esquema tradicional é de 21 comprimidos seguidos por sete dias de pausa.
Outra inovação foi a pílula sem estrogênio, a Cerazette® que foi lançada em março/01. As grandes vantagens, segundo a Dra. Roberta, “é a possível utilização durante a amamentação, melhora da TPM e algumas pessoas deixam de menstruar com o uso contínuo”

Da pílula ao adesivo

Depois de revolucionar o panorama da contracepção nos EUA, chegou ao Brasil o contraceptivo EVRA®, o primeiro em forma de adesivo em todo o mundo. EVRA® deve ser trocado a cada sete dias, durante três semanas consecutivas, com uma pausa na quarta semana, quando ocorre a menstruação. A grande vantagem do método adesivo é a praticidade e o não aumento de peso para as mulheres. Outra facilidade é a variedade de pontos para a aplicação: nádegas, abdômen, parte superior do tórax (com exceção das mamas), ou na parte superior externa do braço. Em contrapartida, o que pode ser ponto positivo para uns pode ser negativo para outros.

Hormônios pouco a pouco

Um outro método contraceptivo exclusivo denominado Mirena® é um endoceptivo (sistema inserido no útero da mulher) que libera diariamente pequenas doses de hormônio. Mirena® é especialmente indicado para mulheres que já têm filhos e que querem adiar a gravidez. O produto mede apenas 3cm e, uma vez posicionado no útero da mulher, libera doses mínimas diárias do hormônio similar a progesterona produzida pelos ovários. Uma das principais vantagens do método é a longa duração: Mirena® mantém sua eficácia por até cinco anos. O produto é inserido pelo ginecologista no corpo da mulher de forma simples, rápida e segura, sem a necessidade de cortes ou incisões cirúrgicas.

Apenas uma vez por mês

Desde abril/04 mais um outro avançado produto contraceptivo foi o anel vaginal Nuvaring®. O contraceptivo, que é introduzido apenas uma vez por mês, traz a conveniência da mulher não ter que se preocupar em tomar a pílula diariamente. Após o intervalo de uma semana sem o uso do produto, um novo anel deve ser introduzido. Apesar da baixa dosagem hormonal, o contraceptivo proporciona um excelente controle do ciclo.

Nuvaring® age da mesma forma dos contraceptivos orais combinados, o produto impede a ovulação, mas não interfere no peso corporal. De acordo com a Dra. Roberta, o anel é indicado para mulheres que têm intimidade com o próprio corpo, pois é a própria paciente que introduz e que retira o produto. Nuvaring® se mantém no canal vaginal, independente da movimentação da usuária e das relações sexuais.

Gravidez evitada por até três anos

O Implanon® foi lançado em setembro/01, é um implante na forma de um bastonete contendo o hormônio etonogestrel. Tem dimensões de 4cm de comprimento por 2mm de diâmetro. Não contém estrogênio, o que reduz bastante os efeitos colaterais. É introduzido embaixo da pele através de um aplicador descartável. O local é a parte proximal do braço, 6-8 cm acima do cotovelo. Oito horas depois de colocado já libera hormônio para evitar gravidez. Com mais de 99,9% de eficácia, podendo ser retirado a qualquer momento, o Implanon® apresenta uma incidência extremamente baixa de efeitos colaterais. O Implanon® suspende total ou parcialmente a menstruação em quase 80% das usuárias. Pode ser mantido por até 3 anos contínuos.

Os três ginecologistas consultados confirmam que os efeitos colaterais nestas novidades foram reduzidos. Dr. Mauricio cita que os mais comuns em geral são: retenção hídrica, alterações cutâneas, sangramentos genitais e alterações no humor. Dra. Letícia acrescenta a diminuição da libido e Dra. Roberta complementa citando o preço elevado de algumas destas novidades, impedindo o fácil acesso das pacientes.

Segundo nossos ginecologistas, os mais utilizados e “preferidos” dos métodos são:
1. pílulas de baixa dosagem hormonal
2. endoceptivos
3. anel vaginal/implante (empatados)

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão





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