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23/06/2008
Mitos e verdades da esquizofrenia

Todos já ouviram falar que a esquizofrenia é uma doença mental caracterizada por delírios e alucinações. Fortemente estigmatizada, a doença começa, aos poucos, a ser tratada nas rodas de conversas sociais com mais normalidade. A vida do matemático americano John Nash (portador de esquizofrenia), que teve sua biografia adaptada para o cinema, contribuiu para isso. Mesmo com essa evolução, desmistificando a doença, poucos ainda conseguem distinguir as verdades e os mitos relacionados a esse transtorno mental.

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico que prejudica a habilidade de raciocínio lógico do paciente em relação aos demais e às funções consideradas produtivas pela sociedade. Os sintomas mais visíveis desse distúrbio incluem dificuldades no processo de diferenciar alucinações de percepções reais, raciocínio confuso e comportamento fora do normal. Geralmente, a pessoa afetada pela doença tem dificuldade em interagir em sociedade e pensar logicamente, o que pode contribuir com o isolamento social. Porém, sendo devidamente assistidos, os esquizofrênicos podem agir, pensar e sentir como as pessoas sem a doença.

Segundo o médico psiquiatra Irismar Reis de Oliveira, não há cura para a esquizofrenia, mas o tratamento controla os sintomas e ajuda a pessoa a ter uma vida parecida com a de quem não sofre do transtorno. "Isso significa que o paciente pode, sim, vir a atuar no mercado de trabalho, ter relacionamentos afetivos, amigos, namorar e divertir-se como qualquer outra pessoa", diz.

Um dos maiores problemas relacionados à doença é o estigma associado à esquizofrenia que acaba estendendo-se até mesmo familiares e pessoas que convivem com os pacientes. "Infelizmente, esse estigma acaba contribuindo para o isolamento do paciente, ao abuso de álcool e drogas e as recaídas, ou seja, provoca um efeito dominó", declara o médico psiquiatra.

A esquizofrenia é relativamente comum e sua prevalência é similar em todo o mundo, ou seja, uma em cada 100 pessoas desenvolve a doença antes de atingir 45 anos de idade, com riscos iguais para homens e mulheres. Além disso, a esquizofrenia afeta pessoas de todos os países, grupos sócio-econômicos e culturas, sendo uma das doenças mentais mais sérias. Estima-se que mais de 10% dos esquizofrênicos cometem suicídio.


Fonte: www.soesq.org.br



Veja mais sobre Neurologia em nossa coluna de Neurologia e Saúde com Dr. Paulo Caramelli





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