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30/06/2008
Previna sua saúde (e sua casa) para o Inverno

Gripes, resfriados, rinites e alergias são os principais vilões da estação mais fria do ano. Saiba como se prevenir, conheça as diferenças entre as doenças respiratórias e como respirar melhor nas baixas temperaturas

O mês de junho traz festas juninas, comidas e bebidas quentes e o inverno, que vai fazer parte do nosso cotidiano até o mês de setembro. Nesta época, é comum resgatarmos agasalhos, luvas, toucas e cobertores adormecidos há meses no guarda-roupa. Mas junto com esses “adereços”, vêm os problemas respiratórios característicos do inverno como gripe, resfriado, rinites, alergias e sinusites. Porém, certos hábitos e prevenções podem prevenir o surgimento desses inimigos do aconchego da estação.

Durante o inverno, o sistema respiratório fica mais vulnerável, e a defesa do corpo não funciona como deveria devido às baixas temperaturas. A ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) alerta que o índice de doenças respiratórias aumenta em 40% no inverno, assim como o número de atendimento nos centros de saúde. Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que uma em cada sete pessoas no mundo sofre com algum tipo de alergia respiratória.

O presidente da ABORL-CCF, Ricardo Bento, alerta sobre os tipos de problemas respiratórios que podem surgir no inverno. “O clima seco e a aglomeração de pessoas em ambientes fechados nessa época, por exemplo, podem ocasionar obstrução nasal, rinorréia (nariz escorrendo), rinossinusites, faringotonsilites e otites, além de facilitar o contágio do vírus da gripe e resfriado”, diz Bento.

Os cuidados necessários são evitar a aglomeração de pessoas, umedecer o ambiente com bacia de água ou utilizar umidificadores. Mas ao contrário do que muitos imaginam, as gripes e resfriados não são os únicos responsáveis pelo aumento das doenças respiratórias. Rinite, sinusite e alergias também são agravantes desta época.

Especialistas da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) advertem que de cada sete pessoas no mundo, uma sofre com problemas respiratórios.

Resfriados, Gripes e Alergias – diferenças e explicações

Além da semelhança entre as doenças virais e as respiratórias, existe a diferença entre o resfriado e a gripe, que se dá justamente no que diz respeito à inflamação. Ambas têm características iguais como tosse, espirro e coriza, entretanto, a gripe possui sintomas mais fortes e mais duradouros.

O resfriado pode ser causado por mais de 200 tipos de vírus, sendo o Rinovírus o mais comum é de caráter mais inflamatório em relação aos outros, podendo causar dor de garganta e coriza. O resfriado raramente provoca febre e dores musculares. A gripe é causada pelo vírus Influenza e tem sintomas mais fortes do que o resfriado. O vírus penetra no organismo principalmente pelas mucosas e produz manifestações intensas como febre alta, dores no corpo, indisposição e obstrução nasal. Em ambos os casos, o ciclo da doença não ultrapassa dez dias.

Já a rinite alérgica é caracterizada por uma inflamação no revestimento interno do nariz, com sintomas que se iniciam minutos após o contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia). Na maior parte das vezes, o alérgeno é manifestado em forma de poeira doméstica ou ácaros. O que dificulta o diagnóstico da doença é que nem sempre as pessoas identificam a causa de suas queixas. Geralmente ignorados, os sintomas da rinite se prolongam e o processo se complica. Ricardo Bento ressalta que a doença tem semelhança com o estado gripal, por isso é necessário atenção aos sintomas. “Na rinite, os pacientes costumam queixar-se de obstrução nasal, prurido nasal (coceira), rinorréia clara e espirros freqüentes. As reações alérgicas mais intensas, como alergias a alguns medicamentos ou comidas, podem levar a inchaço dos olhos e da face e falta de ar”, diz Bento. A freqüente congestão nasal obriga a pessoa a respirar pela boca, o que provoca desconforto na garganta, voz anasalada, aumento de cáries, sono agitado e ronco. A rinite alérgica também pode propiciar o aparecimento de outros quadros infecciosos como amidalite, faringite, otite e sinusite.

Tratamento

Nos casos de gripe e resfriado, recomenda-se repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos. Analgésicos e antitérmicos podem ser utilizados, desde que seja sob orientação médica. Eficaz e essencial, a vacina contra a gripe reduz os riscos de contaminação em até 89% e mantém seu efeito por um ano. No entanto, é necessário ressaltar que, apesar da vacina, algumas pessoas podem ficar gripadas devido a imunização característica de cada um, embora os sintomas sejam mais fracos, semelhantes aos de um resfriado.

O tratamento da rinite tem início quando é encontrada a causa do problema. Muitas vezes, apenas manter-se afastado do alérgeno já é suficiente para eliminar a doença. Como nem sempre é possível o afastamento total, como no caso da poeira domiciliar, a alternativa é ministrar medicamentos que reduzam a inflamação e controlem os sintomas. Dependendo da intensidade dos sintomas, é indicado o uso de vacinas, a chamada Imunoterapia.

Com o objetivo de alertar a população e aumentar a prevenção contra os problemas respiratórios, a ABORL-CCF oferece algumas dicas para arrumar a casa e se precaver dos problemas respiratórios na nova estação.

* Lave todos os tapetes e blusas (principalmente as de lã) antes de utilizar;
* Troque cobertores por edredons;
* Prefira cortinas sintéticas ou de material que possa ser limpo com pano úmido;
* Coloque as pelúcias infantis em sacos plásticos;
* Utilize purificadores de ar. Eles contribuem para um ambiente mais saudável.

Seguindo esses conselhos, os incômodos no nariz e na garganta vão passar longe da sua casa e da sua saúde, para um inverno de aconchegos, sem espirros, tosses, coriza...

ABORL-CCF apóia campanha em prol da respiração nasal

Para conscientizar as pessoas de que o jeito certo de se respirar é pelo nariz, foi lançada este ano a campanha “Respire Pelo Nariz e Viva Melhor”, da Academia Brasileira de Rinologia, que conta com o apoio da ABORL-CCF. A iniciativa tem como objetivo informar através de palestras, aulas explicativas e programas informativos o impacto da respiração nasal para a saúde humana, e ensinar pessoas que o nariz é a porta de entrada do ar que respiramos, e não a boca.

A campanha iniciou neste mês de junho ações de conscientização por todo país, com palestras gratuitas e distribuição de folders explicativos em hospitais, universidades, escolas, centros e associações médicas. Para mais informações sobre a campanha acesse www.respirepelonariz.org.br

Veja mais sobre em nossa coluna de Otorrino e Saúde com Dr. Mauricio Kurc





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