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18/08/2008
Após um derrame aumenta a chance de se ter um AVC

Estudo revela que APÓS UM DERRAME, COM OU SEM SEQÜELA, A CHANCE DE TER UM AVC É NOVE VEZES MAIOR

A pesquisa, que será divulgada no Congresso Brasileiro de Neurologia, mostra que a pessoa que não cuidou do CIT (crise isquêmica transitória) terá AVC dentro de cinco anos. O relator do estudo, Rubens Gagliardi, revela que a solução é: prevenção, cuidados imediatos e identificar com antecedência um micro-infarto ou CIT

No Brasil, a principal causa de mortes e seqüelas entre adultos é causada pelo acidente vascular cerebral, ou AVC. Segundo um estudo que será apresentado no Congresso Brasileiro de Neurologia, pelo médico pesquisador, Rubens Gagliardi (do Dep. de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia e professor Titular de Neurologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo), a pessoa que negligenciou a CIT (crise isquêmica transitória) – ou seja um derrame com pouca ou nenhuma seqüela - .por falta de conhecimento ou exames médicos, desenvolve uma probabilidade muito maior de ter um AVC. De acordo com a análise, 20% terão AVC no primeiro mês, 50% no primeiro ano e 33% em 5 anos. Isto significa que a chance da pessoa ter um AVC, após sofrer uma CIT é nove vezes maior.

Gagliardi apresenta a relação da prevenção, cuidados com as causas do infarto e a importância de se identificar com antecedência um micro-infarto ou CIT. “Esses pequenos infartos oferecem riscos também e aumentam a possibilidade de um segundo infarto mais grave.”

Segundo esta pesquisa, afirma Gagliardi, a prevenção deve ser feita detectando-se e corrigindo-se os fatores de risco que podem desencadear o AVC. Os principais fatores de risco são: hipertensão arterial, diabetes, dislipidemais, tabagismo, o alcoolismo intenso, cardiopatias, sedentarismo, mal-formação vascular, drogas ilícitas, distúrbios de coagulação e idade. “Idosos ou jovens podem sofrem de AVC, por isso a prevenção é estabelecida de acordo com os fatores de risco e seu controle rígido.

No Brasil, 36% da população sofre de hipertensão arterial, que é o principal fator de risco de um derrame. Porém, é possível estabilizar a pressão arterial mudando alguns hábitos, como dieta, perda de peso. Entre esses hipertensos, apenas 58% estão em tratamento e destes somente 68,5% estão devidamente controlados.

Segundo estudo feito por Gorelick nos Estados Unidos em 1997, se a pressão arterial fosse devidamente corrigida, seriam evitados anualmente 246.500 casos novos de AVC. Se a hipercolesterolemia fosse devidamente controlada, haveria menos 100 mil casos novos de AVC. Se o tabagismo fosse interrompido, seriam 61.000 casos menos de AVC por ano. E se o alcoolismo intenso fosse evitado, haveria 23.500 casos anuais a menos.


Serviço:

O XXIII Congresso Brasileiro de Neurologia acontece entre os dias 16 a 21 de agosto no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). Mais informações pelo sitewww.neuro2008.com.br



Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Neurologia e Saúde com Dr. Paulo Caramelli





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