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05/09/2008
A importância do espermograma

A análise do sêmen é um dos primeiros exames solicitados para avaliar a fertilidade masculina. “Com a tecnologia e os conhecimentos que dispomos, hoje, esta análise vai muito além do espermograma. Ela engloba uma série de testes que avaliam o potencial de fecundidade dos espermatozóides”, explica o especialista em Reprodução Humana e Professor Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Joji Ueno, diretor da Clínica Gera.

O espermograma é importante para verificar, inicialmente, se o volume do esperma, o pH (acidez), a viscosidade, a cor e a liquefação do sêmen apresentam-se normais. Em seguida, determina-se o número de espermatozóides e a motilidade dos mesmos, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo. A contagem do número de espermatozóides e a avaliação da motilidade são realizadas no microscópio, com auxílio de câmaras especiais, especialmente desenvolvidas para este fim. “O espermograma inclui ainda a avaliação da morfologia dos espermatozóides e a determinação do número de leucócitos presentes no sêmen”, explica o médico.

Para realizar esta bateria de testes, solicita-se a abstenção da atividade sexual por um período de 48 a 72 horas. A coleta da amostra de sêmen é realizada no próprio laboratório. O frasco para a coleta deve ser de boca larga e de material previamente testado quanto à toxicidade para a motilidade espermática. “Situações especiais podem ser contornadas, como a coleta durante o ato sexual, utilizando-se preservativos atóxicos, vibroestimulação ou eletroejaculação nos homens com trauma de medula espinhal e ejaculação retrógrada”, explica o médico.

O que deve ser analisado?

1) Morfologia

A forma dos espermatozóides humanos varia amplamente. A definição de um padrão de normalidade baseia-se na observação da forma dos espermatozóides que conseguiram ultrapassar o colo uterino. “A análise da morfologia é tão importante quanto a determinação do número de espermatozóides e da sua motilidade. O estudo da morfologia é um dos indicadores da qualidade dos espermatozóides que estão sendo produzidos pelos testículos. Os resultados da morfologia, principalmente quando avaliada pela técnica estrita de Kruger, correlacionam-se com o sucesso da fertilização ‘in vitro’, da inseminação intra-uterina e também com a chance de conseguir a gravidez por via natural”, informa Joji Ueno.

Para a análise da morfologia, os espermatozóides são submetidos a corantes especiais e examinados no microscópio óptico num aumento de 1000 vezes. O espermatozóide normal apresenta cabeça com formato oval e superfície regular, sem defeitos na peça intermediária ou cauda.

2) Integridade funcional da membrana plasmática dos espermatozóides

Por meio do Teste Hipo-Osmótico (THO) é possível avaliarmos a integridade funcional da membrana plasmática dos espermatozóides e o transporte de água através da mesma. O exame baseia-se na observação de que espermatozóides cujas membranas estão íntegras absorvem água, quando expostos a uma solução hiposmolar em relação ao meio intracelular e são capazes de manter um gradiente osmótico, enquanto aqueles com membranas lesadas não o fazem. “Neste teste, os espermatozóides com membranas íntegras, e, portanto vivos, exibem um certo ‘inchaço’ da cauda, quando colocados em uma solução hiposmolar (150 mOsm) em relação ao meio intracelular. Tais alterações morfológicas podem ser apreciadas à microscopia de contraste de fase. Por outro lado, espermatozóides cujas membranas plasmáticas estão lesadas não apresentam capacidade osmo-reguladora, e, conseqüentemente, não exibem o inchaço da cauda”, explica o diretor da Clínica Gera.

Atualmente, o THO tem sido utilizado também como um teste de vitalidade espermática, com a vantagem de não utilizar qualquer corante. O teste também é utilizado para identificar espermatozóides que embora imóveis sejam viáveis para as técnicas de injeção intracitoplasmática (ICSI).

3) Presença de Leucócitos no Sêmen

É comum a presença de células redondas no sêmen que podem representar leucócitos, células epiteliais, células prostáticas e células germinativas imaturas. “O aumento do número de leucócitos pode representar uma infecção genital clínica ou sub-clínica, níveis elevados de radicais livres de oxigênio, títulos elevados de anticorpos anti-espermatozóides e função espermática deficiente. Todas estas condições podem ocasionar a infertilidade masculina”, informa Joji Ueno.

Daí a importância da determinação do número de leucócitos no sêmen, que pode ser realizada por meio do teste da peroxidase. Este teste identifica e quantifica os neutrófilos polimorfonucleares, que representam a maioria dos leucócitos presentes no sêmen. O teste baseia-se na detecção da peroxidase, enzima presente nos granulócitos polimorfonucleares (PMN), que se coram em marrom quando expostos ao teste (peroxidase-positivos). As células peroxidase-negativas (não-coradas) podem representar células germinativas imaturas (espermátides, espermatócitos e espermatogônias), linfócitos, macrófagos e monócitos.

4) Reação Acrossômica

A reação acrossômica é um teste que avalia o potencial fértil do espermatozóide e deve ser utilizado principalmente naqueles casos onde houve falha em tentativas anteriores de fertilização "in vitro". “A determinação da reação acrossômica é complexa e pode ser medida laboratorialmente. Os resultados obtidos correlacionam-se com o potencial de fecundidade do espermatozóide. Homens com dificuldades para ter filhos, de causa indeterminada, podem apresentar níveis baixos ou mesmo ausência de reação acrossômica, explicando assim, porque os espermatozóides não conseguem fertilizar o óvulo”, diz o diretor da Clínica Gera.

Dúvidas sobre a fertilidade

Laptop no colo... Uso excessivo de telefones celulares... Lavar louças com detergentes... Todos já ouvimos uma estória sobre aparelhos ou substâncias capazes de interferir na capacidade reprodutiva do homem e da mulher. Será que existe algum fundo de verdade, nestas afirmações? “Existem algumas substâncias que podem interferir negativamente na fertilidade, desde que haja forte exposição a elas ou que o produto seja ingerido ou inalado, pois dificilmente apenas o contato com a pele levará ao aparecimento do problema. É sobre este tema que foi discutido no dia 30 de agosto, além de responder outras dúvidas sobre infertilidade”, afirma o especialista em Reprodução Humana, Professor Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Joji Ueno, que também dirige a Clínica Gera.

No mesmo sábado, após a palestra do Dr. Joji Ueno, a psicóloga Luciana Leis proferiu uma palestra sobre os aspectos emocionais envolvidos na infertilidade. Segundo a especialista, “dificilmente os casais quando se unem imaginam que possam ter dificuldades para gerar uma criança. Porém, um diagnóstico de infertilidade pode vir a abalar profundamente o lado emocional dos casais, levantando uma série de questionamentos para tentar compreender o porquê eles não podem ter filhos ‘como os outros’ ”, afirma a psicóloga.

SERVIÇO:
Clínica GERA
Rua Peixoto de Gomide, 515 - Conjuntos 11 e 12
São Paulo- SP
Telefone: (11) 3266 7974
Homepage: www.clinicagera.com.br
Blog: http://conversadecasal.zip.net

Veja mais sobre o assunto em nossas colunas de Urologia e Saúde com Dr. Antonio Otero Gil





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