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24/10/2008
Corrimento vaginal

CORRIMENTO VAGINAL PODE SER EVITADO E FACILMENTE TRATADO
Uma das queixas mais freqüentes durante a consulta ao ginecologista é o corrimento vaginal

O corrimento vaginal pode ter várias causas e, na maioria dos casos, pode ser evitado e facilmente tratado. Hábitos de vestir do mundo moderno influenciam o surgimento deste mal feminino, assim como a prática sexual desprotegida. O Corrimento ou Leucorréia é um fluxo anormal de secreção vaginal, com cheiro forte e consistência alterada que pode ser acompanhado de coceira, ardor ao urinar, dor e irritação durante o ato sexual. E é sintoma de algum tipo de infecção vaginal e queixa mais comum dentro do consultório ginecológico. Os três tipos mais comuns são:

- Monolíase, mais conhecida por Candidíase
- Tricomoníase
- Infecção bacteriana.

A secreção de pequena quantidade de fluxo esbranquiçado deve ser considerada normal, ainda que manche a roupa, enquanto não for irritante para a pele e a mucosa. Contém principalmente detritos epiteliais com pequena proporção, variável, de leucócitos e muco claro. Diminui na fase pós-menstrual e aumenta até a metade do ciclo, durante os dois a três dias anteriores à ovulação, refletindo a atividade endócrina do ovário. “A secreção vaginal normal não tem cheiro forte ou provoca coceiras, mas pode ser diferente em cor, consistência ou quantidade”, afirma a Dra. Nara Mattia, ginecologista e mastologista,

A secreção vaginal normal possui imunoglobulinas que, juntamente com a flora local, evita a colonização por patógenos causadores de infecção. Se por algum motivo esse equilíbrio é quebrado, aumenta a incidência da doença.

Nem sempre o corrimento tem relação com a falta de higiene, pode ser causado até mesmo por excesso. Lavar muitas vezes ao dia, com sabão, por exemplo, pode acabar com a proteção natural e facilitar a infecção por fungos. Outras vezes, doenças sistêmicas acabam com a imunidade local facilitando o aparecimento de corrimentos. É o caso da diabetes, por exemplo.

Segundo a Dra. Nara Mattia, muitas vezes não é necessário medicamentos modernos demais para tratar o problema. Os principais causadores dos corrimentos respondem a pomadas simples, disponíveis em postos de saúde.

Mas, a médica adverte que somente o médico poderá indicar o medicamento mais adequado para o tipo de infecção, às vezes coexistem mais de uma. Produtos comprados em farmácias, sem receita, como sprays vaginais, apenas disfarçam o odor, mascarando a doença e podem dificultar tratamento posterior. “No exame ginecológico, o médico observa a cor, a consistência e o odor da secreção vaginal. Normalmente, branca e pouco espessa, ela pode estar abundante, leitosa ou com consistência de leite coalhado. Se o pH estiver aumentado, é sinal de que há infecção e o material colhido será analisado ao microscópio por um laboratório”, diz a Dra. Nara.

Medidas caseiras podem aliviar o problema. A Candidíase, por exemplo, melhora com banho de assento com bicarbonato.

As mulheres podem evitar corrimentos constantes com:

- Higiene adequada dos genitais.
- A higiene, após a evacuação, deve ser feita com banhos de assento.
- O papel higiênico deve ser usado da frente para trás, evitando disseminação de bactérias do reto para a vagina.
- Uso de calcinhas de algodão, de preferência, e não muito apertadas.
- Troca freqüente de roupas íntimas, evitando mantê-las úmidas na região vaginal.
- Troca freqüente de absorventes higiênicos no período de menstruação.
- Na praia ou piscina evitar ficar muito tempo com o maiô molhado, pois o ambiente quente e úmido favorece a proliferação dos fungos.
- Visita freqüente ao ginecologista.
- Cuidado na escolha do parceiro sexual, porque não é garantia nenhuma estar com uma pessoa com referências, amigo de amigo, ou conhecido. Prevenção com preservativo ainda é a maior garantia!

O uso de protetor diário, assim como a calça justa e calcinha de nylon aumenta a umidade e calor local, aumentando a proliferação de fungos e bactérias. Para se proteger, a mucosa vaginal aumenta a produção de secreção. Mas, o aumento de secreção pode muitas vezes não ser sinal de alguma infecção. Por outro lado, o aumento das bactérias locais, se algum equilíbrio é quebrado, é o primeiro passo para a infecção. “Algumas pacientes podem apresentar um processo alérgico, dermatite de contato ao protetor ou ao desodorante presente nele. Isso pode gerar sintomas muito parecidos com um tipo de infecção genital conhecido por candidíase. Em alguns casos, essa alergia pode preceder uma infecção real por diminuir a imunidade local”, esclarece a Dra. Nara.

Mulheres em qualquer idade podem apresentar algum tipo de infecção genital. Mas, o ato sexual (principalmente desprotegido) é o principal fator para o seu aparecimento.

As meninas virgens, raramente têm corrimentos causados por algum patógeno. O aumento de secreção vaginal que pode ocorrer, normalmente é causada por variação hormonal ou por higiene inadequada.

Mitos sobre o corrimento vaginal:

Toda mulher tem que ser sequinha? Não, é um grande mito.
A secreção vaginal tem um papel muito importante, tanto de defesa local, quanto de lubrificação durante o ato sexual. A quantidade dessa secreção, varia muito de mulher para mulher, podendo ser em uma quantidade maior, em algumas mulheres.

Toda secreção normal é branca? Nem sempre.
A cor da secreção vaginal depende da liberação de algumas substâncias produzidas pelas glândulas locais e pelas bactérias da flora normal. Tanto a liberação pelas glândulas, quanto a flora normal difere de mulher para mulher e muda com o ciclo menstrual e a relação dos hormônios de cada mulher (que pode se modificar com o tempo). Ou seja, a cor da secreção normal pode variar e nem sempre é branca.

Uma dúvida muito comum, é se depois da relação sexual, é normal ficar com um corrimento na vagina e a médica explica que o ato sexual muda o pH da vagina e sempre causa micro lesões. “Normalmente a mucosa, para se recuperar, aumenta a quantidade de secreção, que é rica em imunoglobulinas. Mas, é sempre bom lembrar que uma secreção normal, apesar de poder ser diferente em cor, consistência ou quantidade, não pode ter cheiro ruim ou coceira”, declara Dra. Nara Mattia.

Outra dúvida é de que existem muitas teorias a respeito de alimentos que podem causar ou diminuir os corrimentos. A médica aconselha: “O que sempre oriento as minhas pacientes é que uma dieta saudável e equilibrada é protetora de qualquer doença, inclusive as genitais”.

O exame clínico e a prevenção são as melhores armas para combater o corrimento vaginal.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão





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