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07/11/2008
Coração na batida certa

Segundo as agências internacionais, a causa da morte de José Carlos Gomes na maratona de Nova York ainda não foi revelada e ele não foi o único a passar mal. Dois outros corredores também foram hospitalizados, mas não houve outros óbitos. Um ano atrás, o corredor norte-americano Ryan Shay morreu na véspera da Maratona novaiorquina, enquanto participava das provas de seleção para integrar a equipe de seu país nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto deste ano.

Se voltarmos alguns anos no tempo, iremos lembrar também dos casos de morte no futebol, entre os anos de 2003 e 2004. E é nesse cenário trágico que a Campanha CORAÇÃO NA BATIDA CERTA aparece em ótima hora para informar e prevenir a principal causa dessas mortes - as Arritmias Cardíacas.

Para reforçar essa consciência, o dia 12 de novembro foi eleito como o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.

Em São Paulo, a semana de ações da Campanha receberá na sede da SOBRAC, nos dias 06, 07, 10, 11 e 12 de novembro, pessoas carentes, encaminhadas com indicação da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Elas receberão atendimento gratuito de cardiologistas especialistas em arritmias cardíacas de plantão. Serão realizadas avaliação clínica cardiológica com medição de pressão arterial, eletrocardiograma e avaliação específica de arritmias cardíacas. Se necessário, casos que mereçam tratamento serão encaminhados a um dos hospitais que aderiram à Campanha. Abrangerá, na capital e interior, os seguintes hospitais: Hospital do Coração, Escola Paulista de Medicina, InCor, Beneficência Portuguesa, Instituto Dante Pazanezze, Hospital do Servidor Público Estadual, Santa Casa de Misericórdia, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital São Lucas, Hospital São Paulo (UNIFESP), Hospital Sírio Libanês, Hospital Policlin, Hospital da Unicamp, Instituto de Moléstias Cardiovasc, Santa Casa de Barretos, Santa Casa de Misericórdia de Santos e a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas.

O que são Arritmias Cardíacas?

O coração normal trabalha com a batida certa, isto é, seqüência de batidas com ritmo. Quando isso não acontece, temos as chamadas Arritmias Cardíacas. Existem diferentes tipos de Arritmias Cardíacas, como aquelas em que o coração bate rápido (taquicardia), lento (bradicardia) ou apenas com certa irregularidade.

Em geral, as Arritmias Cardíacas graves ocorrem em pessoas que possuem doenças do coração, tais como infarto e “coração inchado” (exemplo: Doença de Chagas). Por outro lado, pessoas saudáveis também podem ter Arritmias Cardíacas. Estas, mesmo se não interferem nas atividades do dia-a-dia e não provocam sintomas, podem ameaçar a vida.

Morte Súbita

A morte súbita é a que ocorre sem ser esperada, tanto em pessoas doentes como sadias. A morte se dá durante a primeira hora, entre o início dos sintomas até ser constatado o óbito. Se a pessoa é encontrada morta dentro das primeiras 24 horas depois da última vez em que foi vista com vida, isto também é considerado como sendo morte súbita.

Detalhe – Na maioria das vezes, a Morte Súbita é de origem cardíaca.

Dados Estatísticos

As doenças circulatórias são as principais causas de morte nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, inclusive no Brasil. O pico de mortalidade por doença cardiovascular no Brasil ocorreu no final da década de 1970.

De 1979 até os dias atuais, a incidência de mortalidade vem demonstrando queda progressiva, provável conseqüência das ações de controle de fatores de risco como a hipertensão arterial. Apesar disso, a doença cardiovascular representou em 1995, 30% do total de óbitos. Nos Estados Unidos os dados são bem impactantes também – 460 mil casos de Morte Súbita por ano, de acordo com o Centro de Controle de Doenças Cardíacas dos EUA.

Casos no Esporte

Entre os anos de 2003 e 2004, tivemos a triste oportunidade de presenciar alguns eventos fatais no futebol, devido à problemas cardíacos. O jogador do Benfica (POR), Miklos Feher, com apenas 24 anos de idade, caiu no campo onde seu time enfrentava o Vitória de Guimarães. Eram 45 minutos do segundo tempo e a queda foi fatal. Embora a divulgação oficial da morte do atleta tenha sido feita somente por volta de 21 horas, ele já saiu morto do Estádio Municipal de Guimarães.

Dois dias depois, na Suécia, Kaevling Gif, um jogador amador de 30 anos de idade, morreu durante o aquecimento, antes de entrar em campo para treinar. Menos de uma semana mais tarde, na Espanha, o zagueiro argentino Maurício Pellegrino perdeu os sentidos aos 40 minutos da partida entre Valência e Málaga. Os médicos do Valência, clube do atleta, atestaram que ele sofreu uma síncope leve, por felicidade.

Na Copa das Confederações de 2003, o camaronês Marc-Vivien Foe desmaiou no meio-campo aos 27 minutos do segundo tempo na partida contra a Colômbia. O atleta foi retirado do gramado respirando com o auxílio de um balão de oxigênio. Mas, o caso que mais chocou os brasileiros foi o do jogador Serginho, do São Caetano. Afinal o Brasil inteiro pôde assistir à tragédia em rede nacional. O jogo era contra o São Paulo F. C. e, após a queda de Serginho, os médicos das duas equipes entraram e iniciaram respiração boca-a-boca e massagem cardíaca no atleta.

Após três minutos caído no gramado, a maca entrou em campo, mas os jogadores dos dois times pediam que a ambulância fosse usada. O motorista, porém, não estava a postos. Após alguns momentos de indefinição, o carro da maca levou o zagueiro para a ambulância. Após 15 minutos, Serginho foi levado para hospital, porém não conseguiu resistir e faleceu.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Cardiologia e Saúde com Dr. Ricardo Tavares de Carvalho





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