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21/11/2008
Acupuntura: eficácia no tratamento de inúmeros males - de hipertensão e diabetes até demências e câncer

Provar que o toque das agulhas é capaz de excitar as células nervosas da pele, atingir o Sistema Nervoso Central (SNC) e estimular o cérebro a produzir analgésicos e antiinflamatórios naturais não foi uma tarefa fácil no Ocidente. “O maior desafio enfrentado pela acupuntura foi o de convencer pacientes e profissionais de Saúde, especialmente os do Ocidente, de que a técnica nascida há 5 mil anos na China era capaz de fazer muito mais pela saúde, como reduzir a pressão arterial, equilibrar os níveis de glicemia no sangue, afastar as crises de asma, controlar os sintomas da esquizofrenia, melhorar a memória e até conter a ejaculação precoce”, afirma o enfermeiro Daniel Olcerenko, especialista em acupuntura.

Segundo Daniel, as diferenças culturais entre os povos provocam também percepções diferentes a respeito das doenças que acometem o ser humano. “A medicina chinesa enxerga o corpo de uma forma muito diferente dos ocidentais. Deste lado do hemisfério, os males são associados a vírus, bactérias, proliferação de células doentes e os tratamentos costumam ser pontuais e cada vez mais específicos. Já para os orientais, as doenças são desencadeadas por um desequilíbrio energético. A acupuntura atuaria em pontos certos do corpo para desbloquear o fluxo de energia e manter o organismo funcionando em harmonia”, explica o enfermeiro.

Após muitas pesquisas e estudos, buscando comprovar a eficácia da técnica, o Ocidente, finalmente, descobriu e aceitou o poder terapêutico da acupuntura. Hoje, a acupuntura deixou o limbo das práticas alternativas e passou a integrar o rol de procedimentos da ciência contemporânea. Na década de 80, após 25 anos de pesquisas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o documento Acupuncture: review and analysis of reports on controlled clinical trials, no qual expõe os resultados destes estudos. A pesquisa, que foi atualizada em 2002, analisa a eficácia das agulhas em comparação ao tratamento convencional para mais de 200 doenças ou sintomas. Há uma lista com 41 doenças em que a técnica resolveu mais de 30% dos casos ou foi até mais eficaz do que os remédios.

No Brasil, a acupuntura é aplicada em diversas áreas. “Da pediatria à psiquiatria e até em casos em que ela não tem indicação absoluta, mas auxilia a melhorar o estado geral do paciente, como em moléstias infecciosas, recuperações cirúrgicas e tratamentos de câncer”, explica Daniel Olcerenko.

Indicações terapêuticas

A maioria dos pacientes que procura os acupunturistas já peregrinou por inúmeros consultórios e tem um diagnóstico claro do problema que os aflige. Desse total, 80% quer se livrar de alguma dor constante. Embora seja conhecida pela eficácia em conseguir aplacar dores agudas, a verdade é que a aplicação da acupuntura é muito mais ampla. “Além da acupuntura, quando se trata da aplicação da medicina chinesa, também estamos falando do uso de plantas e minerais, alimentação equilibrada e exercícios terapêuticos, como massagens, ações que complementam o tratamento ortomolecular”, explica o geriatra Eduardo Gomes, diretor da rede de Clínicas Anna Aslan.

Os estudos sobre a acupuntura avançaram de tal forma e abrangem tantos campos que, hoje, falar só do seu efeito analgésico é pouco. O objetivo central da acupuntura é basicamente prevenir doenças, tratando o paciente como um todo e não como um ser dividido em pedacinhos. O problema é que, culturalmente, a procura por um tratamento só ocorre quando o paciente está sentindo algo ou já ficou doente. Neste sentido, o acupunturista pode ajudar a aliviar os sintomas incômodos. “Um paciente com câncer, por exemplo, pode beneficiar-se da acupuntura para driblar os efeitos colaterais da quimioterapia e também pode aumentar a sua resistência física para o tratamento convencional, mas deve ser acompanhado também por um oncologista, que detém o conhecimento das mais modernas ferramentas para tratar esta doença”, diz o Daniel Olcerenko, especialista em acupuntura.

Os problemas mais comuns tratados pelos acupunturistas são dores cervicais, musculares e lombares, enxaqueca e insônia — embora a acupuntura venha obtendo também bons resultados em ortopedia, gastroenterologia, pneumologia e dermatologia. Nesta última área, doenças como psoríase e herpes vêm sendo tratadas com eficácia.

A acupuntura tem sido bem aceita também nos consultórios pediátricos. Um estudo publicado no European Journal of Allergy and Clinical Immunology revelou que crianças asmáticas tratadas com as agulhas tiveram controle quase que total das crises, aumentaram o peso e a estatura, bem como a resistência a infecções oportunistas. A prática também é indicada para prevenir ou combater problemas infantis freqüentes, como resfriado, rinite e inflamação das adenóides.

Outro campo promissor para a atuação da acupuntura promete ser o das enfermidades do sistema neuroimunológico. É o caso das doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso, para as quais a alopatia atualmente só oferece paliativos.

Tratamento convencional x acupuntura

Daniel Olcerenko esclarece que, independente da doença apresentada pelo paciente, a acupuntura é empregada sempre que necessário. “Este princípio se aplica a doenças crônicas, como hipertensão, obesidade e diabetes. Dependendo da gravidade do problema, o equilíbrio proporcionado pelas agulhas pode reduzir a quantidade de drogas ingeridas pelo paciente”, diz.

Assim como na medicina ocidental, a terapia deve ser para a vida toda. Mesmo o diagnóstico, que na prática chinesa é feito em 70% dos casos com uma boa conversa com o paciente, não prescinde de exames laboratoriais como hemogramas e ressonâncias. “Somente o especialista em acupuntura pode estipular o número de sessões necessárias, levando em conta a gravidade do problema de cada paciente, bem como o seu histórico médico e a sua reação ao tratamento”, explica Daniel.

Para quem nunca se submeteu a uma sessão de acupuntura, o especialista explica que, depois do diagnóstico, são escolhidos os pontos para a aplicação das agulhas, com o paciente deitado confortavelmente. Então, a pele é limpa com uma solução anti-séptica e as agulhas são introduzidas até 0,3 cm na derme. O especialista em acupuntura aprofunda a agulha até o ponto desejado em um movimento de rotação. Para casos crônicos, a penetração é superficial. Doenças agudas necessitam de uma penetração mais profunda. O número de agulhas usadas em uma sessão varia de cinco a quinze, de acordo com o distúrbio apresentado pelo indivíduo. O tempo de cada sessão é, em média, de 20 a 30 minutos.



SERVIÇO:
Clínica Anna Aslan - São Paulo
Fone: (11) 3888-8591
E-mail: contatosp@anna-aslan.com.br





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