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17/04/2006
Saiba como controlar seu peso corporal

Há muito tempo já se reconheceu que a obesidade não é uma doença única e sim um grupo heterogêneo de doenças. Isto se refere não só à heterogeneidade das manifestações clínicas da obesidade, como também ao próprio fenótipo do tecido adiposo corporal. Por definição, há obesidade caso o tecido adiposo represente uma fração acima do normal do peso corpóreo total.

O que é tecido adiposo?
É uma forma de tecido conjuntivo composto de células (adipócitos) que estão separadas umas das outras por uma matriz de fibras colágenas e fibras elásticas. A gordura se acumula pela hipertrofia dos adipócitos repletos de gordura e pela formação de novas células (hiperplasia).

Como se tornou obeso?
Isto varia dependendo do começo tardio ou precoce da obesidade. Vários estudos demonstraram que o tamanho (hipertrofia) do adipócito pode variar durante a vida e o número de adipócitos (hiperplasia) também parece variar, embora seja relativamente estável uma vez que a maturidade tenha sido atingida. A importância do número de células adiposas na obesidade relaciona o conteúdo total de gordura tanto com a dimensão quanto com o número de células. Os aumentos no número de células são, provavelmente, o resultado da existência de células gordurosas que alcançaram um determinado tamanho máximo, o que, então, atua para deflagrar um aumento do número de células. Para comparação e ilustração, uma pessoa não-obesa possui aproximadamente 25 a 30 bilhões de células adiposas, enquanto esse número pode chegar aos 260 bilhões na pessoa "extremamente obesa".

EFEITOS DA REDUÇÃO PONDERAL: quando os adultos obesos reduzem suas dimensões corporais, observa-se uma diminuição no tamanho das células adiposas, sem qualquer mudança em seu número. Caso se alcance um peso corporal e uma adiposidade corporal normais, cada célula adiposa se contrai e, em verdade, adquire uma dimensão menor do que as células adiposas das pessoas não obesas.

EFEITOS DO AUMENTO DE PESO: estudos mostram que, quando as pessoas adultas engordam em virtude da hiperalimentação, estão enchendo ou aumentando o volume das células adiposas pré-existentes, em vez de dar origem a novas células.

INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA: é apenas a dimensão das células e não o seu número que pode ser reduzido, mesmo com a atividade física. Se a intervenção com exercício ou dieta for interrompida, a massa pré-existente de tecido adiposo provavelmente aumentará de novo pela expansão do volume celular. A prevenção precoce da obesidade através do exercício e da dieta, em vez de sua correção depois de instalada, pode constituir o método mais efetivo de refrear o excesso exagerado de gordura tão comum em adolescentes e adultos.

CONTROLE DA FC EM ATIVIDADES QUE PRIORIZAM A QUEIMA DE GORDURA: para que o organismo consiga mobilizar gorduras e utilizá-las como fonte de energia no exercício é necessário que o seu metabolismo esteja "equilibrado". Existem duas maneiras simples de verificar o equilíbrio metabólico durante a atividade: respiração aumentada e confortável e FC constante e dentro de limites individuais. A intensidade de treinamento entre 60 e 70% da FC máxima permite um equilíbrio metabólico mais rápido e, por isso, é a mais indicada para a queima de gorduras. Se você estiver bem condicionado, poderá estabilizar sua FC em intensidades mais altas e ainda assim estará usando o metabolismo de gorduras.

OBESIDADE E CONTROLE DE PESO
1) O regime deve ter como meta, prevenção da saúde, e nunca a vaidade ou imposição da moda. É errado fazer dietas drásticas de 400 a 500 calorias diárias que dão bom resultado imediato, porém, sérias conseqüências futuras.

2) Usar óleo vegetal no cozimento dos alimentos soja, milho, girassol e arroz.

3) Todas as carnes devem ser utilizadas, de preferência assadas, cozidas ou grelhadas.

4) A água não contém calorias, portanto não engorda, sua importância é vital para o controle da temperatura, eliminação das toxinas, transporte de substâncias no organismo, etc. A sua ingestão deve ser estimulada e incrementada.

5) Reduza a velocidade do comer, mastigando bem os alimentos e engolindo antes de levar a boca um outro bocado.

6) Procure alimentar-se corretamente antes de ir a reuniões sociais.

7) Procure se alimentar em mesa servida, longe do refrigerador e da dispensa.

8) Coloque todas as porções no prato antes de começar a ingeri-las.

9) Se possível, após servir-se, retire os alimentos da mesa para não repetir.

10) Procure realizar todas as refeições, evitando assim de ficar longos períodos sem se alimentar. Isto moderará seu apetite.

11) Procure estimular os seus familiares e amigos na mudança de estilo de vida (ajuda mútua).

Podemos classificar a obesidade distintamente:

1. Obesidade de nascença
Os obesos deste grupo sempre foram gordinhos, a não ser em curtos episódios de "regimes", invariavelmente seguidos de reganho de peso. Do ponto de vista clínico, este tipo de gordura é associado aos genes e representa cerca de 30% dos casos de obesidade.

2. Obesidade pubertária
Aparece na puberdade e é prevalecente nas meninas. Esta obesidade pode ser explicada pelas alterações hormonais (o aparecimento dos hormônios sexuais pode eventualmente engordar) ou psíquicas (as alterações emocionais em geral acometem os adolescentes). Há ainda, neste caso, uma nítida história familiar de obesidade, isto é, freqüentemente registraram-se fenômenos semelhantes na vida de mães e avós de adolescentes.

3. Obesidade após o casamento
Este tipo de ganho de peso prepondera nos homens e se deve ao maior sedentarismo e à alimentação exagerada. A impressão é de que este fenômeno é menos comum atualmente, já que as mulheres se dedicam mais ao trabalho fora de casa.

4. Obesidade após gravidez
Muito comum, esta obesidade pode ser atribuída a causas psíquicas, hormonais e genéticas.

5. Obesidade pós-cessação de atividade física
Esta obesidade atinge mais diretamente os ex-atletas. Cessada a atividade física, o indivíduo deixa de gastar milhares de calorias e acaba acumulando gordura, principalmente porque diminui a quantidade de calorias gastas, mas não diminui a ingestão de alimentos.

6. Obesidade após deixar de fumar
Existem ao menos duas explicações para este tipo de obesidade. O indivíduo come mais (para compensar a fase oral, dirão os freudianos; porque os alimentos ficam mais saborosos, dirão os fisiologistas) e gasta menos calorias (ao deixar de fumar, há uma economia de 4% no gasto energético).

7. Obesidade causada por drogas
Alguns medicamentos podem fazer engordar. A cortisona e seus derivados, as pílulas anticoncepcionais, os antidepressivos, são alguns exemplos.

8. Obesidade da menopausa
As mulheres têm nítida alteração em seu corpo durante a menopausa, incluindo o ganho de peso. É interessante salientar que o acúmulo de tecido adiposo pode ser atenuado com o uso de hormônios femininos, o que põe em xeque a tese de que os hormônios sempre engordam.

9. Outras causas
Aqui incluem-se, por exemplo, a retirada de útero e a laqueadura das trompas para esterilização. Ainda destacam-se causas endócrinas (responsável por menos de 5% dos casos de obesidade) e psíquicas (angústia, depressão, carência afetiva, etc).

Portanto, de um ponto de vista prático, existem ao menos quatro grandes razões para que o indivíduo se torne obeso:

a. ingestão exagerada de alimentos;
b. queima calórica deficiente;
c. gasto calórico da atividade física;
d. capacidade de queimar (oxidar) gorduras.

O ideal é que se identifique o tipo de obesidade e sua possível origem, para tratá-la adequadamente!





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