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08/04/2009
Doenças típicas de outono

A principal mudança neste outono está relacionada com a diminuição da temperatura. Embora não haja previsão de frio extremo, o frio deve chegar antes para caracterizar bem a estação que antecede o inverno. Na semana de transição das estações, o tempo ainda estará quente, mais para verão do que para o outono. Nesta última semana de março, este calor deu uma trégua e todos puderam sentir o outono na pele. No ano passado, o outono foi quente no geral, o que prejudicou o setor de artigos de inverno. Neste ano, a situação vai ser melhor para o setor de vestuário. Mesmo assim, é preciso cautela e um bom planejamento de estoque porque não há previsão de ondas de frio intenso no Sudeste e Centro-Oeste. Já no sul do Brasil, pela localização geográfica, o frio pode ser um pouco mais intenso, mas nada que fuja dos padrões do outono/inverno desta região.

Frio, clima seco e baixa umidade do ar são as características típicas do Outono. Com a chegada desta estação aumenta a incidência de doenças respiratórias como, por exemplo, gripes, resfriados, asma, rinite e bronquiolite, principalmente em crianças e idosos.

Com temperaturas mais baixas, as pessoas normalmente tendem a ficar em locais fechados e pouco ventilados. Aglomeram-se e gastam mais energia para manter a temperatura do corpo, ficando desta forma mais expostas à umidade e criando um ambiente propício para proliferação de microorganismos.

Por este motivo o Dr. Aurélio Jorge Heitor, diretor clínico do Hospital Santa Marina alerta a todos que é preciso ficar bem atento aos sintomas como garganta arranhando, nariz escorrendo, dor no corpo entre outros, para tomar alguns cuidados preventivos que ajudam a aumentar as defesas naturais do organismo.

Segundo o Dr. Aurélio uma alimentação saudável rica em verduras, frutas e legumes é muito importante. Além disso, é fundamental tomar bastante água para facilitar a eliminação de secreções que os pulmões produzem diariamente e elimina na forma de vapor. ”Manter a casa e o ambiente arejados, livres de poeira e sujeira para evitar o agravamento de doenças leves, como a rinite e a sinusite e evitar a friagem por se expor ao frio e chuva, são medidas simples que podem ajudar”, explica.Outra dica tão importante quanto as anteriores é manter uma vacinação adequada na infância contra rubéola, caxumba, sarampo etc. Nos adultos, contra a gripe e a pneumonia, principalmente nas pessoas com diminuição da imunidade como os idosos e diabéticos.

Segundo a Dra. Fátima Mª V. Porfírio, infectologista do Hospital Sepaco, “é necessário prevenir-se e para isso evite locais fechados ou mal ventilados. Estes ambientes de aglomeração são os caminhos da veiculação das doenças respiratórios, pois as mesmas são adquiridas pelo contato com secreções respiratórias – tosse ou espirro - dos indivíduos doentes ou que estejam incubando as doenças. Além disso, é essencial usar a proteção adequada, agasalhando-se bem antes da exposição ao frio”.

Gripe e vacina

Dr. Mauricio Kurc, Otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein, explica que “a vacina deve ser aplicada durante o início do outono, em pessoas consideradas como grupo de risco para complicações da gripe (ver quadro abaixo) ou, a critério médico, a qualquer indivíduo com mais de 6 meses de idade”.

No Brasil, não há estatísticas oficiais referentes à incidência e mortalidade pelo vírus influenza. Entretanto, formou-se um grupo de vigilância da gripe (Vigigripe), para análise dos tipos de vírus circulantes em indivíduos com sintomas respiratórios, tendo-se observado que o vírus influenza foi identificado em aproximadamente 16% dos casos. Estatísticas americanas mostram que, a cada ano, 170.000 hospitalizações e 20.000 a 40.000 óbitos podem ser atribuídos à infecção pelo influenza. Oitenta a 90% dos óbitos ocorrem em pessoas com mais de 65 anos.

Conclusão: a vacina da gripe deve ser administrada nos meses que antecedem o inverno à pessoas que têm risco de ter complicações sérias. De acordo com Dr. Kurc, estão incluídas neste grupo de risco pra a infecção pelo influenza:

1. indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos,
2. adultos ou crianças residentes em casa de repouso ou outras instituições,
3. adultos ou crianças com doenças crônicas,
4. adultos com asma, imunodeprimidos,
5. crianças ou adolescentes que recebam ácido acetil salicílico cronicamente,
6. indivíduos que possam transmitir o vírus às pessoas dos grupos supracitados: profissionais da saúde e familiares (porque podem transmitir o vírus às pessoas do grupo de risco).

A vacina protege apenas contra o vírus influenza, causador da gripe e não do resfriado, que é uma infecção mais branda. “Não existem reações adversas à vacina, a não ser para pessoas alérgicas a ovo, timerosal e a neomicina (procure ler o rotulo da vacina para ver se você é alérgico a algum dos seus componentes)”, esclarece Dr. Mauricio Kurc.

Praticamente não existem contra-indicações à vacina, porém não devem tomar a vacina:
1. mulheres no primeiro trimestre da gravidez,
2. pessoas com doenças neurológicas em evolução,
3. durante quadros febris.


Serviço:
Dr. Mauricio Kurc
Hospital Albert Einstein. Tel. (011) 3747-3304


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1) O outono chegou

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Otorrino e Saúde com Dr. Mauricio Kurc





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