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28/04/2009
Hipertensão

A data serve para alertar toda a população sobre os riscos de uma doença, muitas vezes, silenciosa e que pode deixar sequelas principalmente para o coração dos idosos. A população mundial está ficando cada vez mais velha. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, vai haver mais velhos do que crianças no planeta. No Brasil, o número de idosos deve triplicar até 2050 e passará a representar cerca de 13% da população, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com o aumento da estimativa de vida, se faz cada vez mais necessário cuidar da saúde e adotar medidas de prevenção das doenças que mais atingem a terceira idade. É o caso das doenças cardíacas.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), cerca de 30 milhões de brasileiros são hipertensos, a maioria idosos. A pressão alta representa perigo maior para homens acima de 45 anos e mulheres acima dos 55. Estima-se que pelo menos um terço dessa população não saiba que tem a doença e ignore o que ela representa. Estudo do Ministério da Saúde constata que a doença cardiovascular - a mais séria complicação da hipertensão arterial não controlada - é hoje a principal causa de mortes do Brasil, o que se agrava diante do fato de alguns pacientes desconhecerem os sintomas ou resistirem ao tratamento. Dados do MS revelam que as doenças circulatórias causam aproximadamente 30% das mortes de brasileiros e são responsáveis por cerca de 80% dos acidentes vasculares cerebrais.

A OMS alerta: a hipertensão é uma das doenças crônicas que mais causa óbitos no planeta e, juntamente com outras enfermidades cardíacas, chega a matar 3,9 milhões de pessoas por ano.

Doença silenciosa

A hipertensão é freqüentemente considerada uma doença silenciosa. Isso ocorre porque é possível ela não apresentar sintomas e ainda assim causar problemas de saúde ao longo do tempo. A hipertensão é identificada por uma pressão sistólica do sangue de 135 mmHg ou acima e uma pressão diastólica do sangue de 90 mmHg ou acima. É um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Além disso pode provocar danos a outros órgãos vitais do corpo humano como cérebro, rins e olhos.

Atualmente é comum a hipertensão começar a se manifestar por volta dos 50 anos e, dos 60 aos 75 anos, 70% já apresenta devido, principalmente, ao estilo de vida (fumo, álcool, sedentarismo e diabetes). Também podem estar envolvidos fatores emocionais como a depressão e o estresse.

Hipertensão e sexo

Um das complicações da hipertensão são as dificuldades de ereção. O uso de anti-hipertensivos pode interferir negativamente no problema. A ereção é dependente de uma quantidade adequada de sangue fluindo para dentro do pênis, por isto, qualquer distúrbio que afete os vasos sanguíneos pode estar relacionado ao problema. Sabe-se que em torno de 40% dos homens hipertensos apresentam em algum momento dificuldades na ereção.

A alimentação: fator chave

Já foi estabelecida uma relação importante entre o consumo de sódio com a hipertensão. A dieta com baixo teor de sal é capaz de reduzir a pressão arterial na maioria das pessoas. Entretanto, o consumo elevado de sódio, somente interfere na pressão arterial se outros minerais, principalmente o cálcio, o potássio e o magnésio, (e também o fósforo, fibras, proteínas e lipídeos) estiverem abaixo do recomendado.

De acordo com último Consenso Brasileiro sobre Hipertensão, pacientes adultos devem restringir a ingestão de sal a 4 gramas diárias, o que equivale a 2 colheres rasas de café.

Fique de olho nos alimentos:

Alimentos Preferenciais:
Carnes magras, fígado
Frango, peru não defumado ou chester sem pele
Peixes frescos (pescada, merluza, salmão, badeja, linguado, cação)
Queijo branco e ricota sem sal, leite e iogurte desnatado
Ervas e temperos naturais, molhos caseiros
Suco de frutas naturais e frutas in natura

Alimentos que podem ser consumidos com MUITA MODERAÇÃO:

Queijos amarelos e curados, queijos cremosos, parmesão, roquefort, camembert e provolone
Temperos prontos, molhos industrializados, pimenta vermelha, missô, molhos à base de maionese, adoçantes a base sódio
Conservas
Bebidas alcoólicas, refrigerantes em geral (inclusive diet/light) milk - shake, bebidas energéticas, sucos artificiais
Carne salgadas ou defumadas, charque
Embutidos (lingüiça, salsicha, mortadela, presunto, salame, etc.).
Peixes salgados (sardinha, anchova, atum e aliche em lata, bacalhau, defumados, etc.).
Alimentos industrializados em geral
Carnes Processadas: Presunto, mortadela, copa, lombo, paio, salsicha, lingüiça, salame, charque, carne seca, carne de sol e outros
Peixes processados e salgados: sardinha, atum, aliche, salmão, bacalhau
Temperos industrializados: caldo de carne, maionese, molho tártaro, extrato ou molho de tomate, molho de soja (shoyo), molho inglês, molho de salada
Patês: comerciais ou preparados com produtos ricos em sódio
Salgadinhos industrializados: Chips, amendoim. nozes salgadas.
Margarina e manteiga com sal

Solucionando o problema
Em geral, a terapia anti-hipertensiva combina dieta, atividade física e remédios. Portanto, prevenir ainda é o melhor remédio. Medir pelo menos quatro vezes por ano a pressão, reduzir o estresse com exercícios físicos orientados (faça antes uma consulta com seu médico e uma Avaliação Física) e controlar o peso corporal são os verdadeiros inimigos da hipertensão.


Matéria que você vai gostar de ler mais:

1) Coronárias

2) Reduza sua pressão arterial com exercícios

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Cardiologia e Saúde com Dr. Ricardo Tavares de Carvalho





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