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10/12/2009
Enxaqueca nas mulheres

Está comprovado: mulheres sofrem mais com enxaqueca que os homens. Esse foi um dos resultados do primeiro estudo epidemiológico brasileiro sobre enxaqueca realizado por sete instituições do país e publicado na revista científica Cephalalgia recentemente.

Entres os quase 200 tipos de cefaléias (dor de cabeça), a enxaqueca a segunda mais comum, afeta aproximadamente 20% das mulheres e 8% dos homens, com piora importante na qualidade de vida das pessoas. A causa da enxaqueca é desconhecida, mas sabe-se que há um forte componente genético. Teorias mais recentes sobre a origem da enxaqueca colocam a serotonina, substância química presente em diversas vias do cérebro, como o pivô do quadro; em pessoas enxaquecosas, parece existir uma anormalidade do comportamento da serotonina, predispondo-os às crises de enxaqueca.

A crise típica de enxaqueca é caracterizada por dor de cabeça latejante, muitas vezes afetando somente um lado da cabeça (hemicrânia), acompanhada por náuseas, fotofobia (mal-estar com a luz), fonofobia (mal-estar com ruídos altos) e no auge da crise, vômitos. A intensidade da crise geralmente incapacita a pessoa, que procura permanecer em ambientes escuros, longe de barulhos e buscando aliviar a dor por meio de compressas frias, gelo ou massagens no local mais dolorido. Pode durar em média de 4 horas a três dias. Algumas vezes antes da crise a pessoas pode sentir um aviso (aura) que se manifestam por alterações visuais (enxergar pontos luminosos, visão embaçada), formigamentos. Também devido à intensidade da crise da enxaqueca, é comum a pessoa fazer o uso excessivo de analgésicos, como paracetamol, dipirona e outros; esta prática pode levar ao abuso destes analgésicos e o desenvolvimento de dor de cabeça rebote, com dependência ao remédio (“viciado em analgésicos”).

Os fatores desencadeantes da crise de enxaqueca são diferentes de pessoa para pessoa e estão relacionados com hábitos de dieta e da rotina de vida do doente. Os mais comuns são: tensão emocional (estresse), alimentos que contenham tirosina e tiramina (queijos amarelos, defumados, embutidos), excesso de alimentos com cafeína (café, chá mate, guaraná, chocolates), bebidas de álcool, vinho, dormir pouco, cheiros fortes, (perfumes, produtos de limpeza) jejum prolongado, alguns medicamentos (anticoncepcionais), nas mulheres, próximo da menstruação.

Existe sim tratamento para enxaqueca. De imediato é necessário uma boa e detalhada consulta médica com um neurologista com experiência em dor, para estabelecer o diagnóstico de enxaqueca, uma vez que a enxaqueca é um dos quase 200 tipos de dores de cabeça, sendo a enxaqueca a segunda mais comum, cada dor com detalhes e tratamentos específicos.

De um modo objetivo o tratamento envolve três momentos: Inicialmente interrompendo a crise com uso adequado de um bom analgésico, para que a dor não transforme a rotina da pessoa. Em segundo lugar se a pessoa tem mais de 3 crises no mês, por três meses seguidos, recomenda-se um tratamento preventivo, onde medicações específicas para esta função são utilizadas diariamente, em medida por 8 a 12 meses, prevenindo a instalação das crises. Há várias modalidades de tratamento para a enxaqueca que não usam medicamentos: por exemplo a medicina física (fisioterapia, acupuntura), porém a adesão a estes tratamentos é baixa, a manutenção é custosa e os resultados são inferiores àqueles conseguidos com os medicamentos.

Independente do tipo de dor de cabeça evite a automedicação. Além disso, se você tem usado nos últimos 3 meses mais de 8 comprimidos de analgésicos por mês, isso é um indicio de abuso do analgésico que pode levar ao “vicio em analgésicos” por isso procure auxilio médico especializado.

Por Dr. Marcelo Mariano da Silva, Neurologista e Especialista em Cefaléias
www.tratamentodador.com.br





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