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08/01/2010
Examine a pressão arterial

A hipertensão é freqüentemente considerada uma doença silenciosa. Isso ocorre porque é possível ela não apresentar sintomas e ainda assim causar problemas de saúde ao longo do tempo. A hipertensão é identificada por uma pressão sistólica do sangue de 135 mmHg ou acima e uma pressão diastólica do sangue de 90 mmHg ou acima. É um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Além disso pode provocar danos a outros órgãos vitais do corpo humano como cérebro, rins e olhos.

Atualmente é comum a hipertensão começar a se manifestar por volta dos 50 anos e, dos 60 aos 75 anos, 70% já apresenta devido, principalmente, ao estilo de vida (fumo, álcool, sedentarismo e diabetes). Também podem estar envolvidos fatores emocionais como a depressão e o estresse.

Com a temporada de viagens de férias oficialmente aberta, muita gente se preocupa em escolher um destino com base nas atrações e no preço, principalmente. Mas se esquece de consultar o médico para checar se há necessidade de fazer pequenos ajustes na dosagem da medicação diária. Problemas relacionados à pressão arterial são os mais comuns.

De acordo com o médico cardiologista Rafael Munerato, diretor técnico do Hospital Santa Paula, a pressão baixa não é uma enfermidade, mas muitas pessoas experimentam episódios de queda da pressão durante suas atividades diárias que podem ser sintomáticos. Em viagens a lugares quentes, como o litoral, tais episódios tendem a se intensificar.

Munerato explica que os indivíduos que têm hipertensão arterial (HAS) têm que tomar o cuidado ao viajar nas temporadas de calor excessivo. “O efeito hipotensor dos medicamentos em uso para controle da pressão vai ser somado ao efeito hipotensor da temperatura elevada. Além disso, o paciente em uso dessas medicações perde o mecanismo regulatório da queda da pressão induzida pela temperatura, podendo experimentar episódios de pressão baixa com tontura, sensação de desmaio e zumbido. O principal cuidado deve ser evitar exposição prolongada ao sol e manter-se adequadamente hidratado.”

Por outro lado, quando um paciente hipertenso viaja para lugares montanhosos, pode apresentar mal-estar, já que o ar rarefeito exige que o coração trabalhe mais para que a pessoa respire normalmente. De acordo com o especialista, além de eventualmente ajustar a dosagem do remédio para pressão alta, o paciente hipertenso que passa férias na praia ou nas montanhas também é aconselhado a fazer uma dieta restritiva de sal, evitar frituras e álcool, e se expor moderadamente ao sol.

Viagens de avião também podem levar a manifestações como indisposições, enjôos e dor de cabeça. “Apesar de os aviões serem pressurizados, é comum o hipertenso sentir uma sensação estranha nos ouvidos e certa tontura ou falta de ar enquanto a aeronave está ganhando altitude. Nesses casos, além de consultar um médico antes da viagem, é importante que a pessoa dê preferência a comidas leves e ingira muita água”, recomenda o doutor Rafael Munerato.

Melhore a pressão com exercícios

Nas pessoas com hipertensão, a atividade física ajuda a reduzir a pressão arterial, a dose de medicamento, chegando mesmo a eliminar a necessidade de usá-los, além de controlar outros fatores de risco, normalmente associados à hipertensão, como obesidade, colesterol, diabetes e estresse. "Apesar da atividade física ter efeito benéfico sobre a saúde dos hipertensos, exercícios inadequados trazem risco potencial elevado, como é o caso da musculação com alta carga, para ganho de força e massa muscular. Contra-indicada para hipertensos", alerta Claudia Forjaz, diretora do Departamento de Educação Física, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Todo hipertenso deve fazer atividade física, desde que esteja com a pressão arterial controlada e os exercícios sejam feitos de forma adequada. No caso de hipertensos com lesão em órgãos importantes, é preciso tomar cuidados maiores e o exercício pode até ser contra-indicado.

Antes de começar a atividade física, o ideal é fazer um teste ergométrico, principalmente, se tiver outros fatores de risco cardiovasculares associados. A supervisão médica, durante as sessões de exercício, não é necessária, a não ser que o hipertenso tenha alguma doença no coração. Mas, se for acompanhado por um professor de educação física, desenvolverá um trabalho mais eficiente, completo e com menos riscos à sua saúde.

O exercício recomendado ao hipertenso é o aeróbio, executado de três a cinco vezes por semana, com duração de 40 a 50 minutos e intensidade de leve a moderada, ou seja, 50 a 70% da freqüência cardíaca. Esse exercício auxilia na redução da pressão arterial, porém, pensando na saúde global do indivíduo, deve-se também fazer exercícios localizados e de alongamento.

Exercícios contínuos intensos são evitados por produzirem elevações acentuadas da pressão arterial. Nos exercícios com pesos, os níveis pressóricos somente atingem valores perigosos quando a intensidade da contração for alta, tendendo a isometria (exercício estático). Repetições altas nos exercícios com pesos também contribuem para aumentar os níveis pressóricos. Aspecto importante é que pessoas com pressão arterial em repouso acima de 200/120mmhg, não devem iniciar nenhum tipo de exercício regular, ainda que pouco intenso. A conduta mais adequada é você ir para o cardiologista, para reduzir os níveis pressóricos com medicação e depois incluir exercícios como recurso auxiliar de tratamento.

Serviço:

Doutor Rafael Munerato, médico cardiologista, diretor técnico do Hospital Santa Paula (www.santapaula.com.br)





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