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23/07/2010
Alzheimer

A vovó tem Alzheimer!

A vovó não me conhece mais? Essa é uma pergunta comum quando a criança percebe alterações decorrentes dos sintomas da doença de Alzheimer (DA) no comportamento da avó e, normalmente para poupar os filhos, os pais disfarçam ou não explicam a situação. Mas, ao contrário do que parece, esta postura protetora em uma situação tão difícil e evidente como esta, pode fazer com que a criança se sinta ainda mais rejeitada ou até mesmo culpada. “Existe uma tendência de poupar as crianças em situações frustrantes, e isso tende a atrapalhar o desenvolvimento de sua própria maturidade e autoconfiança”, explica Rita Ferreira, médica psiquiatra, colaboradora do Programa de Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Portanto, aproveite o momento para uma conversa clara e honesta: explicar é a melhor solução. É sempre aconselhável que a criança esteja a par, dentro de suas limitações, do que acontece na casa. A DA é uma doença que interfere na rotina e no ambiente familiar. Sendo assim, é melhor explicar aos pequenos que a vovó está doente e suas mudanças de comportamento e humor acontecem em decorrência disso. “É importante que a criança entenda que, por causa da doença, a avó pode mudar o seu jeito, ficar agressiva, sem noção do tempo, com dificuldades na linguagem, tornar-se meio tristonha e esquecer-se das pessoas próximas, inclusive dela”, diz a psiquiatra.

Com a evolução da DA, as alterações de comportamento da pessoa querida deixam a criança bastante confusa e o estímulo ao carinho, à paciência e à compreensão são essenciais para que ela compreenda a situação e queira participar dos cuidados diários com a vovó. “Sempre com a supervisão de um adulto, a criança pode auxiliar na escolha de roupas ou organizar pertences pessoais da avó. É bom que elas sejam participativas dentro de suas possibilidades, e, para que isso aconteça, é preciso que sejam instigadas a colaborar, com lembretes, cuidados e atenção”, afirma Rita.

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva que atinge o cérebro. Ela aparece com maior frequência após os 65 anos de idade, mas também pode ter início precoce. Infelizmente, a doença ainda não é totalmente esclarecida, sua causa ainda não é conhecida e não há cura. Porém, já existem opções de medicamentos que retardam a progressão da doença e outros que minimizam os distúrbios no humor e comportamento. Dentre eles, os inibidores da acetilcolinestinesterase atrasam de forma significante o declínio da função cognitiva em pacientes com DA leve a moderada. Neste grupo o Eranz (cloridrato de donepezila) é o único com indicação também na fase grave da doença.

Vale lembrar que se iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. “Vários fatores como a terapia medicamentosa e os cuidados das pessoas ao paciente podem contribuir para que a DA fique estável pelo maior tempo possível”, finaliza Rita.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Neurologia e Saúde com Dr. Paulo Caramelli





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