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10/09/2010
Cálcio, osteoporose e hipertensão

Baixa ingestão de cálcio está associada a um risco maior de desenvolvimento de osteoporose e hipertensão, em mulheres na pós-menopausa.

Mulheres na pós-menopausa que consomem pouco cálcio estão expostas a um risco maior de desenvolver hipertensão, conjuntamente com osteoporose, em comparação àquelas que consomem uma quantidade maior de cálcio por semana. Esta foi a principal conclusão do estudo apresentado por Maria Manara, professora do Departamento de Reumatologia do Instituto Gaetano Pinini, em Milão, Itália, durante o Eular 2010, o Congresso Anual da Liga Européia contra o Reumatismo.

O estudo italiano acompanhou 825 mulheres na pós-menopausa com hipertensão. Neste grupo, 35,4% das mulheres que consumiam uma menor quantidade de cálcio – um baixo nível de consumo de cálcio significa a ingestão de menos de 8 porções de 300 mg de cálcio provindas de fontes lácteas por semana – tiveram o diagnóstico simultâneo de hipertensão e osteoporose, em comparação às participantes do estudo, 19,3%, que consumiam uma maior quantidade de cálcio – um alto nível de consumo de cálcio foi atribuído às mulheres que consumiam 15 porções de 300 mg de cálcio a partir de fontes lácteas, semanalmente – e apresentavam apenas o diagnóstico de hipertensão.

O estudo italiano indica que pode haver uma relação entre a hipertensão e a baixa massa óssea e que uma baixa ingestão de cálcio pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. “A pesquisa nos alerta também que uma baixa ingestão de cálcio pode estar envolvida na associação das duas doenças, ou seja, pode ser considerada um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão e osteoporose, ao mesmo tempo", explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

O consumo de cálcio e a saúde dos ossos

Mesmo em países tropicais com sol em excesso, a proteção exagerada contra os raios solares – com roupas que cobrem a maior parte do corpo – o baixo consumo de leite, o alto consumo de refrigerantes e álcool, a falta de exercícios físicos, o consumo reduzido de frutas e legumes e o tabagismo têm elevado a incidência de osteoporose.

“Podemos negligenciar fatores de risco tão importantes? Informação, atividade física, alimentação rica em cálcio e exposição ao sol são alguns dos itens que podem garantir a saúde dos ossos por toda a vida. O idoso, geralmente, tem maior necessidade de micronutrientes e de algumas vitaminas, como é o caso do cálcio e da vitamina D, que afetam a densidade mineral óssea e o risco de osteoporose e fraturas”, defende o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.

A osteoporose é uma doença prevenível. A prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticóides e anticonvulsivantes; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem as quedas na terceira idade.

"A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida", afirma o reumatologista.

Após a menopausa, a redução do hormônio feminino causa a perda de cálcio e pode haver necessidade de suplementação do mineral. “Mas em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio com o avançar da idade e a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve se associar ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea", explica o diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, para a mulher, e após os 60 anos, para o homem. Um cuidado especial deve ser observado em relação às pessoas com propensão a perda de cálcio pela urina e aos formadores de cálculos, pois, nesses casos, a administração do cálcio é contra indicada. “Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Veja mais sobre o assunto em nossas colunas de Nutrição com Dra. Rosana Farah e Por Dentro do seu alimento com Dra. Nicole Valente





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