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01/04/2011
Quando deve-se usar laxantes?

Laxantes são fármacos que agem no intestino grosso ou cólon e são indicados para a evacuação intestinal. A evacuação pode ser estimulada por modificações na dieta, entretanto em alguns casos a obstipação pode resultar de causas adversas como: alterações metabólicas, doenças do intestino grosso e outras modificações, necessitando assim do uso de medicamento.

Em que casos os laxantes são indicados?

Preparo de pacientes para exames;
Tratamento de intoxicações por substâncias não corrosíveis;
Facilitar a evacuação no caso de doenças intestinais;
Na constipação intestinal, quando medidas dietéticas e comportamentais não têm efeito;
Prevenir esforço durante evacuação em pacientes com hérnia e doenças cardiovasculares.

Cuidados com o uso de laxantes:

Utilizar os laxantes tendo em vista a causa da constipação;
As preparações farmacêuticas colocam no mercado substâncias associadas;
Função renal, hepática e estado hidroeletrolítico;
Doenças intestinais pregressas e antecedentes cirúrgicos;
Uso crônico alteram reflexos de evacuação, causa hipovitaminoses, desnutrição, perda excessiva de água e eletrólitos;
Após evacuação promovida pelo laxante, é comum ficar alguns dias sem defecar, o que é normal. Muitas vezes neste período o paciente torna a se automedicar, pensando ainda estar constipado.
Quais medidas podem auxiliar no tratamento e prevenção da constipação?

Postura ao evacuar (posicionar o tronco levemente para frente, contraindo o abdômen);
Exercícios físicos, como andar diariamente;
Disciplinar o horário da evacuação;
Alimentação rica em fibras (frutas, verduras e legumes crus, cereais integrais, cereais matinais entre outros).

Quais os tipos de laxantes existentes no mercado?

Laxantes Osmóticos

Sulfato de magnésio; Hidróxido de alumínio; Sulfato de sódio; Lactulose, Glicerina; Sorbitol.

Consiste de solutos não absorvidos pelo trato digestivo que por atividade osmótica evitam absorção de água. O aumento do volume e o amolecimento da massa fecal levam a distensão das alças intestinais, facilitando a peristalse. De um modo geral, são utilizados em pacientes submetidos a procedimentos radiológicos contrastados, colonoscopia, cirurgias.

Fibras Vegetais e Laxantes que aumentam resíduo fecal

Sementes de plantago (psillium); Metilcelulose; Ágar, Gomas; Farelo de trigo, cereais em geral, frutas, verduras e legumes.

Constituem substâncias indigeríveis e inabsorvíveis dotadas da propriedade de se intumescerem por absorção de água, promovendo amolecimento das fezes e aumentando seu volume estimulando a peristalse.

Laxantes Umectantes e Emolientes

Docusato de sódio; Docusato de cálcio; Docusato de potássio.

São laxantes de efeitos suaves, que determinam a queda da tensão superficial das partículas fecais, permitindo a embebição de água no conteúdo intestinal e conseqüente amolecimento das fezes. São comumente bem tolerados, entretanto podem causar náuseas e cólicas.


Laxantes estimulantes do peristaltismo do intestino delgado

Óleo de Rícino.

Estimulam diretamente a mucosa intestinal, provocando acúmulo de água e eletrólitos na luz do delgado. Causam evacuação líquida após algumas horas da ingestão, acompanhado de cólicas e às vezes náuseas. O excesso pode levar a desidratação e desequilíbrios hidroeletrolíticos. Não deve ser utilizado por gestantes pelo risco de estimular a contração uterina.

Laxantes estimulantes do peristaltismo do intestino grosso

Sene; Cáscara Sagrada; Fenolftaleína; Bisacodil; Picossulfato de sódio.

A fenolftaleína e o bisacodil possuem efeitos semelhantes, estimulam as terminações sensoriais do cólon, estimulando reflexamente o peristaltismo. Por agir no cólon, a fenolftaleína e o bisacodil têm efeito tardio (6 horas). É freqüente a ocorrência de cólicas com o uso de fenolftaleína, e freqüente a ocorrência de cólicas, irritação gástrica e náuseas com o uso de bisacodil.

O sene e a cáscara sagrada também possuem efeitos semelhantes, aumentam a motilidade colônica. Como agem no intestino grosso tem seu início de ação entre 8 e 10 horas após a sua ingestão. O uso de sene pode gerar cólicas e perda do controle da evacuação. A cáscara sagrada tem efeito mais suave, causa evacuação amolecida ou semilíquida, e raramente apresenta cólicas e outros efeitos indesejáveis.

Laxantes oleosos

Óleo Mineral.

O óleo mineral é derivado do petróleo, não é metabolizado e nem absorvido, é apenas eliminado amolecendo as fezes sem causar irritações ao trato gastrintestinal. Promove evacuação amolecida sem estimular a peristalse.

Laxantes aplicados pelo reto

Supositórios de glicerina; Lavagens intestinais (enemas ou clister).

O mecanismo de ação é por efeito osmótico ou mecânico. As lavagens consistem na introdução de pequenas quantidades de líquidos que não ultrapassem o reto, normalmente constituídas de água destilada e glicerina. Estão indicadas nos casos de esvaziamento do intestino para exames, preparo cirúrgico, parto e constipação no pós-operatório.



Exemplos de Laxantes

Agarol (óleo mineral, ágar-ágar, fenolftaleína)
Agar-Agar (ágar-ágar)
Agiolax (semente de plantago e sene)
Dioctosal (docusato sódico, fenolftaleína, cáscara sagrada...)
Dulcolax (bisacodil)
Farlac (lactulose)
Guttalax (picossulfato sódico, alcaçuz)
Leite de Magnésia (hidróxido de magnésia)
Tamarine (sene, cássia, tamarindo, alcaçuz...)
Nattureti (idem)
Nujol óleo (óleo mineral)
Sal amargo (sulfato de magnésio)
Limonada purgativa (sulfato de sódio)
Lacto-purga (fenolftaleína)
Metamucil (psylliun)
Laxol (óleo de ricino), entre outros.





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