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29/07/2011
Frio não é o único responsável pelo surgimento de dores durante o inverno

Durante o inverno há um aumento de pacientes em consultórios médicos com dores musculares e articulares, principalmente. Elas parecem chegar junto com as baixas temperaturas, fazendo muitas pessoas sofrerem. Mas o frio é realmente o único responsável por esse sofrimento?

Nos meses mais frios os músculos mantêm uma certa contração involuntária, numa iniciativa automática do corpo humano para aumentar a temperatura. A circulação periférica diminui, reduzindo o aporte sanguíneo aos músculos e às articulações. A combinação desses dois fatores pode gerar retrações musculares capazes de gerar dor. Há ainda a tendência das pessoas em evitar movimentos amplos e livres nesta época do ano, encolhendo-se mais. Assim, colaboram com a diminuição da lubrificação das articulações – redução da produção do líquido sinovial - e contribuem para o surgimento de dores.

A falta de atividade física é outro elemento importante neste cenário. No inverno é comum as pessoas pararem de fazer exercícios, tanto porque o corpo fica menos exposto que no verão, quanto pela comum sensação de preguiça causada pelo frio. “Sem exercício físico, não há liberação de endorfinas na corrente sanguínea. Isso diminui a sensação de bem-estar do indivíduo. Quanto mais tempo uma pessoa fica sem exercício físico, maiores serão as chances dela sofrer os agravos gerados pelo frio pelos transtornos que a inatividade traz.”, esclarece Jacqueline Bertagna, coordenadora do serviço de fisioterapia e reabilitação postural do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.

Em quadros onde a dor está presente ao longo do ano por conta de lesões antigas, o frio acaba potencializando a sensação dolorosa. Quando já se tem uma dor, a tendência é a retração dos músculos próximos ao local doloroso para tentar amenizar o sofrimento. O frio potencializa essa reação natural do corpo. As contrações que antes eram mínimas ficam maiores. “Com o tempo, os músculos retraídos podem, inclusive, alterar a posição de uma vértebra, por exemplo. Inicialmente essas alterações são mínimas, mas o problema tende a piorar aumentando muito a dor, em caso de não tratamento”, explica Dra. Jaqueline.

Por esses motivos é fundamental não parar com as atividades físicas, seja através de um esporte ou mesmo com as práticas de auto-cuidado corporal, como é o caso da RPG (Reeducação Postural Global), da Yoga e mesmo do Pilates, por exemplo. Com essas práticas é possível melhorar a circulação das extremidades e dos músculos em geral, aumentar a produção do líquido sinovial nas articulações, otimizar a liberação de hormônios do bem-estar como as endorfinas e evitar possíveis retrações musculares.

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Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Ortopedia e Saúde com Dr. Roberto Ranzini





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