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11/09/2011
Primavera, beleza pelas flores, pesadelo para os alérgicos

Com a proximidade da primavera, período de intensa florescência das árvores e polinização das plantas, o que pode ser um momento de contemplação da natureza para muitos, representa um problema para tantos outros. Isso porque, antes mesmo da chegada da nova estação, a explosão de polens, fenômeno que se acentua durante a primavera, é um pesadelo na vida daqueles que já sofrem de alergias ao longo do ano.

Segundo o Médico e Coordenador Técnico do Projeto Social Brasil Sem Alergia, Dr. Marcello Bossois, o pólen é um alergeno que pode causar problemas respiratórios quando penetra nas vias nasais, provocando crises de asma e rinite alérgica, espirros em sucessão, coriza e congestão nasal em muitas pessoas. A substância liberada pelas plantas pode gerar reações de hipersensibilidade em todos, porém pode ser mais prejudicial para as pessoas que já apresentam quadros de processos alérgicos por outros fatores.

Para os alérgicos, a polinização origina um processo de alergia chamado polinóse ou doença polínica que é uma manifestação de hipersensibilidade ao pólen liberado pelas plantas que, se acentua, principalmente na primavera. Durante esse processo, os grãos de pólen, que são estruturas masculinas de reprodução, são levados até as partes femininas das flores por diversos meios como pelo vento ou através dos insetos.

Com isso, aumenta a quantidade desses grãos no ar e o pólen, assim, se torna um incômodo a mais para aqueles que já sofrem de alergias a outros elementos, como ácaros e fungos. “O sistema imunológico da pessoa alérgica, que é naturalmente mais frágil, se torna mais suscetível às crises da doença, que atinge cerca de 35% da população mundial”, afirma Dr. Marcello Bossois.

Diversas alterações como rinites, ditas nessa época do ano, sazonais, conjuntivites alérgicas, sinusites alérgicas, além do agravamento da asma brônquica são manifestações alérgicas que podem se desenvolver com mais intensidade devido à explosão polínica. Por este motivo é necessário que aqueles que já apresentem uma predisposição às alergias estejam atentos para se prevenir de mais um problema em suas vidas.

A realização dos testes alérgicos para identificar o tipo de alergia que, eventualmente, a pessoa sofra é de extrema importância. O método mais usado é o teste cutâneo, no qual os extratos dos alérgenos suspeitos são colocados na pele do paciente para que o médico observe a reação desenvolvida no local. Uma vez identificada a alergia ao pólen, é recomendado que o paciente evite ao máximo o contato com tal alérgeno, no entanto a única maneira de tratar o quadro da alergia é através da imunoterapia, as vacinas anti alérgicas para o alívio do sintomas.

Medidas para minimizarem os efeitos da explosão polínica:

* Manter janelas fechadas à noite

* Limpar freqüentemente o filtro do ar-condicionado

* Evitar a exposição nos dias de maior concentração polínica, ou seja, naqueles ensolarados, quentes, secos e ventosos

* Nestes dias, evitar passear em clubes de campo, cortar grama ou serviços de jardinagem

* A fumaça do cigarro pode agravar os sintomas de alergia

* Usar óculos escuros

* Tomar banho à noite, lavar os cabelos, para evitar a deposição de pólens no travesseiro e na cama

* Evitar colocar roupas para secar ao ar livre

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Otorrino e Saúde com Dr.Mauricio Kurc e Alergologia com Dr. Luis Felipe Ensina





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