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17/09/2011
Terçol nos olhos: o que fazer?

Muita gente acha que, ao surgir uma bolinha no olho – seja na parte interna ou externa da pálpebra –, basta esperar alguns dias que ela desaparece por si só. Os mais ansiosos vão logo tentando espremer, julgando se tratar de uma espinha. Mas, de acordo com o oftalmologista Renato Neves, os dois julgamentos estão errados.

Na opinião do médico, a primeira coisa a fazer é observar as condições da vista acometida pelo cisto, evitar espremer – para não provocar a ruptura da cápsula e acabar provocando uma inflamação mais intensa no local –, e procurar um médico. “Os olhos estão entre as partes do corpo mais sensíveis. A menor irritação pode provocar dor e um desconforto sem tamanho para o paciente. Por isso, é importante checar bem as condições gerais e buscar ajuda especializada”.

Neves explica que nem todo terçol é igual e, sendo assim, para cada problema há uma solução. Os mais comuns são hordéolo, calázio, cisto de Moll e ceratose seborréica. Para cada diagnóstico, um tratamento – que pode ser desde compressas de água morna, para aliviar a dor e a inflamação, até microcirurgias. Acompanhe, abaixo, a descrição dos cistos oculares mais comuns e suas formas de tratamento.

Hordéolo – “O hordéolo é resultado de uma infecção bacteriana, que forma um abscesso geralmente localizado na base da pálpebra. O terçol, nesse caso, vai ficando avermelhado, inchado e dolorido – podendo durar entre um e três dias, quando ele é naturalmente drenado e desaparece. Compressas de água morna (temperatura do banho) e limpeza apropriada são suficientes para tratar o problema. Caso persista por mais tempo, atenção! Quadros mais graves precisam de acompanhamento médico e prescrição de antibióticos”.

Calázio – “O calázio, ou cisto meibomiano, é um nódulo duro, liso e geralmente indolor que surge na pálpebra. Pode ser resultado de uma infecção em outro órgão e tende a desaparecer em até três meses se o paciente fizer compressas quentes e massagear o local com pomada anti-inflamatória. Caso o quadro persista por mais tempo e o cisto cresça muito, o médico poderá optar por retirar cirurgicamente, com anestesia local”.

Cisto de Moll – “Esse tipo de cisto é praticamente transparente e contém um líquido em seu interior. Ele não cresce, mas, por incomodar bastante o paciente, o oftalmologista geralmente o remove sob anestesia local, esvaziando primeiramente seu conteúdo e depois removendo o tecido externo. O procedimento é considerado simples e eficaz”.

Ceratose seborréica – “Esse é um problema recorrente a partir da meia-idade e se multiplica com o passar do tempo. Trata-se de um tumor benigno da pele com formas arredondadas, consistência mole, de coloração marrom ou negra, parecendo verrugas. Apesar de não representar risco ao paciente, caso esteja incomodando a visão poderá ser removida através de uma pequena incisão, com anestesia local.”

O especialista diz que todo terçol deve ser bem examinado e removido quando necessário. “Não só para interromper o ciclo de dor e incômodo, como para prevenir a progressão da doença e zelar pela boa aparência do paciente. Devemos levar em consideração, sempre, que também pode se tratar de um tumor maligno”.

Veja mais sobre o assunto em nossa coluna de Oftalmologia e Saúde com Dr. Claudio Lottenberg





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