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Dr. Mauricio Kurc
Otorrinolaringologia
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Ronco e apnéia

Se você ronca e tem estado muito cansado, sonolento, mal humorado e já acorda com dor de cabeça, seu problema pode estar mesmo na cama!
Quem ronca, além de incomodar o parceiro, pode também ter distúrbios respiratórios durante o sono. Esses distúrbios são interrupções completas ou parciais da respiração, as apnéias ou hipopnéias.

O ronco é o som resultante do fluxo aéreo turbulento por vias aéreas estreitas. Com o ronco, a estruturas da faringe podem estreitar, gerando obstrução e, conseqüentemente, a apnéia obstrutiva do sono. Como mencionado, com a apnéia, há uma interrupção na passagem de ar e diminuição da oxigenação pulmonar e sangüínea.

Até aí tudo bem, pois a queda da oxigenação é percebida pelo cérebro e a pessoa acorda antes que algo pior aconteça. O problema é que roncadores profissionais chegam a ter dezenas de apnéias por hora e portanto dezenas de microdespertares. O resultado é um sono ineficiente, com excessiva sonolência diurna, queda da performance geral, depressão, irritabilidade e até diminuição da libido.

Estudos recentes mostram que a queda crônica da oxigenação gera também alterações cardiovasculares, hipertensão arterial e até diminuição da saciedade alimentar, o que favorece a obesidade, agravando ainda mais a situação.

Vários tratamentos prometem a cura do ronco, mas os únicos comprovadamente eficazes são o CPAP, um respirador mecânico utilizado durante o sono; próteses ortodônticas que reposicionam a mandíbula e cirurgias que atuam em diferentes pontos das vias aéreas.

No último congresso da academia americana de otorrinolaringologia, em Nova Iorque, as sessões sobre ronco estavam sempre lotadas e muito disputadas, o que demonstra o interesse e a preocupação dos especialistas com esse freqüente problema. O consenso geral quanto ao tratamento parece ser a cautela. É preciso um estudo minucioso do paciente para se pesquisar o local ou os locais de obstrução da via aérea, para que um tratamento individualizado seja oferecido para cada paciente.

Uma melhora nos hábitos de vida também ajuda. As dicas são: emagrecer, deitar de lado e evitar drogas que interferem no sono, como cafeína, álcool e ansiolíticos.





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