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Como adotar um novo estilo de motivação

De onde vem à motivação?

No primeiro artigo discutimos a origem da motivação com base na teoria de Abraham Maslow, que afirma que o ser humano é motivado para atender as suas necessidades básicas. De uma forma resumida A. Maslow afirma que a satisfação das necessidades básicas esta diretamente relacionada ao instinto de evitar sofrimento. Porém, a partir do momento que o ser humano tem atendido as suas necessidades básicas, de onde vem a motivação? Neste momento as teorias de Freud dão sua contribuição para entendermos melhor como funciona a motivação.

Médico especializado em doenças mentais, Sigmund Freud (1856-1939) desenvolveu a Psicanálise uma teoria do funcionamento da mente humana e um método exploratório de sua estrutura, destinado a tratar os comportamentos compulsivos e muitas doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica.

“Somos inexoravelmente movidos por nossos desejos de prazer...”
S. Freud

Para Freud o desejo esta diretamente ligado ao instinto de obter prazer. Trazendo para nossa realidade Freud afirmava que a motivação do ser humano vem da oportunidade dele ter prazer. Quando existe esta possibilidade ele se motiva e persegue este objetivo de forma natural e instintiva. Suponhamos que uma pessoa sinta prazer em dirigir um carro. Normalmente ele não se importará em dirigir longas distâncias ou horários não convencionais. Se você tem o prazer de ficar em companhia de alguém, normalmente sente-se motivado a encontrar esta pessoa. Normalmente nos fazemos aquilo que queremos e aquilo que nos dá prazer.

Freud explica e a neurolinguística ensina como fazer.

Neurolinguística em termos práticos é o estudo do funcionamos do cérebro e ela ensina o ser humano a usar os recursos que ele tem em seu próprio benefício. Tornando um ponto de influência positiva no sistema no qual ele opera, que é a família, o trabalho, os amigos.

As técnicas de programação neurolinguística foram desenvolvidas a partir da década de 70 por dois americanos, Richard Bandler e John Grinder que resolveram partir da premissa de que qualquer terapeuta bom seria eficiente em qualquer linha em que atuasse. Então travaram conhecimento com os terapeutas de mais destaques em diversas áreas e passaram a estudá-los, observando o que faziam e o que dava certo. E aí começou a Programação Neurolingüística (PNL).

Baseado na teoria de Freud que a motivação esta diretamente relacionado ao desejo de fazer algo e que este desejo tem ligação ao instinto de prazer, se aplicarmos as técnicas de programação neurolinguística poderemos criar formas de motivação a partir do momento que descobrimos oportunidades de ter prazer em atividades que proscratinávamos.

Como adotar um novo estilo de motivação

Se você perguntar a algumas mulheres se elas gostam de acordar 5:30 hs da manhã, comer alguma coisa rapidamente, arrumar-se, pegar o carro, ir a academia, malhar durante uma hora, tomar banho, maquiar-se, colocar a roupa de trabalho e ir para a empresa e chegar as 8:00 hs para início das suas atividades profissionais, com certeza seria reduzido o número de mulheres que teriam toda esta motivação.

Agora se fizessemos uma pesquisa de quantas mulheres gostariam de entrar em um vestido P, ou quisessem reduzir de 2 a 3 números do seu manequim, acreditem, a maioria estaria disposta a fazer qualquer coisa por isso.

Desta forma não nos motivamos com ações (ir a academia) mas nos motivamos com algo que no dê prazer (vestido P). E isto se reflete em todos os nossos comportamentos. Portanto para adotar um novo estilo de motivação é importante seguir as seguintes etapas:

1. Identificar exatamente o que temos preguiça de fazer, o que vivemos procrastinando. Vamos tomar um exemplo, ir a academia.

2. Segundo a neurolinguística, tudo tem uma intenção positiva. Se uma parte do nosso inconsciente não nos motiva para ir a academia, ele tem uma intenção positiva. Precisamos então refletir, entrar em contato com esta nossa parte e tentar identificar qual é a intenção positiva. Por exemplo, esta nossa parte pode querer que descansemos mais um pouco porque assim enfrentaremos melhor os problemas do dia-a-dia.

3. Descoberto qual a intenção positiva devemos agora oferecer para esta nosa parte inconsciente algo em troca que daria muito prazer a nos mesmos, por exemplo, tão importante quanto eu estar descansada para ir ao trabalho, pode ser para uma mulher ela se sentir bem com o próprio corpo, com suas medidas, enfim tem aquelas 2 ou 3 números a menos. Se vocês perceberem estão propondo ao seu inconsciente uma troca justa, ou seja, descanso por prazer de se sentir bem.

4. Agora quando esta mulher acordar de manhã ela não terá em mente todas aquela dificuldades que representam fazer ginástica pela manhã, ao contrário, ela terá em mente o vestido P, os 2 ou 3 números a menos, enfim, a motivação dela virá do prazer em atingir seu objetivo.

Para concluir, nosso objetivo foi mostrar que tudo que é feito com prazer tem um forte elemento motivacional e é portanto mais fácil de ser realizado. Tão importante quanto isso é o fato de que todos nós podemos aprender a buscar este prazer e fazer trocas justas com nosso inconsciente. A partir que criamos uma nova estratégia de motivação com repetição e treino ela se torna automática.

Após discutirmos no artigo anterior a motivação oriunda das necessidades básicas de A. Maslow, a teoria freudiana dos desejos com a aplicação de técnicas de programação neurolinguística, no próximo artigo discutiremos Victor Frankl e sua teoria da construção do futuro como meio de organizar o presente, ou seja, a motivação através dos nossos sonhos. Até lá!





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