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Hormônio aumenta a libido da mulher

Hormônio aumenta a libido da mulher na pós-menopausa

Estudo publicado na revista européia Maturitas mostrou que a tibolona, hormônio usado na terapia hormonal, aumenta a circulação clitoriana, proporcionando mais prazer sexual

Um recente estudo científico publicado na revista européia Maturitas – The European Menopausa Journal mostrou que a tibolona, hormônio usado na terapia hormonal (TH) elevou significativamente a circulação clitoriana em mulheres na pós-menopausa, além de aumentar o desejo sexual e a lubrificação vaginal. Segundo especialistas, a chegada da menopausa traz uma série de repercussões sobre o corpo da mulher e sobre o seu estado de humor que interferem na sua atividade sexual. “Nesse sentido, a Terapia Hormonal com tibolona pode ser uma grande aliada, pois devolve elasticidade às paredes vaginais, melhora a lubrificação, aumenta a libido e melhora o humor”, afirma o Dr. Jorge Nahás Neto, co-responsável pelo ambulatório de Climatério da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP e Professor da Pós-Graduação em Ginecologia da mesma instituição.

Segundo o Dr. Nahás, já era conhecido o benefício da tibolona em melhorar a função sexual da mulher. “Acreditava-se que era devido à sua capacidade de se transformar em três hormônios diferentes: o estrogênio, o progestagênio e o androgênio, sendo este último o responsável pelo desejo sexual e pela libido. O estudo publicado na revista Maturitas mostrou que, além da atuação sistêmica, a tibolona age localmente, ou seja, num ponto fundamental de estímulo do prazer sexual da mulher: o clitóris”, explica o médico.

O estudo foi realizado na Itália com 50 mulheres que apresentavam disfunção sexual. Os autores compararam a ação da terapia hormonal com tibolona e com hormônios utilizados na terapia convencional (17 beta-estradiol associado ao acetato de noretisterona) sobre a função sexual das pacientes, por seis meses consecutivos. Segundo dados do estudo, nas duas modalidades de tratamento houve melhora da saúde vaginal já nos primeiros meses de terapia. Por outro lado, foi demonstrado melhor desempenho dos parâmetros de sexualidade (desejo, orgasmo, estímulo e satisfação) entre as pacientes que utilizaram a tibolona, além do aumento do fluxo sanguíneo do clitóris, demonstrado através de ultrasonografia com Doppler duplex.

O Dr. Nahás acredita que, do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 55 anos é de fundamental importância para a saúde física e psíquica de homens e mulheres. “Qualquer disfunção nessa fase da vida merece ser avaliada com cuidado. Achar que a sexualidade na maturidade já não tem importância é um equívoco”, afirma ele. “Por isso, os profissionais envolvidos com a sexualidade feminina e também com a masculina, devem estar preparados para abordar sistematicamente esse assunto. É uma exigência da medicina contemporânea que se preocupa com a qualidade de vida do casal”, alerta.

CAUSAS

A disfunção sexual é definida como a incapacidade de participar do ato sexual com satisfação devido à dor ou relacionada a alguma alteração em uma das fases do ciclo de resposta sexual: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Vários são os elementos envolvidos na atividade sexual como os neurotransmissores e a concentração sangüínea dos esteróides sexuais.

A falta de desejo sexual na mulher madura pode estar relacionada com a queda na produção de androgênios. Esses hormônios, produzidos principalmente pelos ovários, melhoram a vitalidade da mulher, e também influenciam sua libido. “A partir da terceira década de vida, a produção dos androgênios vai declinando, diminuindo progressivamente até a fase de transição para a menopausa, quando então a curva de diminuição se estabiliza”, explica o Dr. Hugo Maia Filho, professor do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e diretor de pesquisas do CEPARH (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana), em Salvador (BA). Segundo ele, nessa fase da vida da mulher, os níveis de androgênios já caem para 30% do que eles eram quando a mulher tinha 20 anos. “Acredita-se que, baseado em inúmeros estudos, a deficiência androgênica em graus variáveis possa atingir mais de 50% das mulheres na perimenopausa”, afirma o médico.




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